“Liberté, Égalité et Fraternité” na era do P2P - Parte I Publicado 8 Out 06
Por terras francesas foi lançado no mês passado “L’âge de Peer : Quand le choix du gratuit rapporte gros” (A era do Peer: Quando a escolha do gratuito rende muito - Edições Pearson Education), um livro de 202 páginas escrito pelo consultor Alban Martin. Partindo de uma perspectiva vincadamente empresarial, o autor explica como as editoras de discos, produtoras de filmes e empresas de jogos vídeo poderão tirar partido das redes Peer-to-Peer (P2P) se passarem a olhar para os utilizadores destas não como “piratas” mas como co-criadores de valor, capazes de intervir na produção de experiências culturais. O vídeo de apresentação está aqui em baixo:
Nesta obra, Martin revela alguns dos principais instrumentos de que as empresas poderão se fazer valer para sobreviver no novo modelo de negócio da Web2.0, assente na desmaterialização da cadeia de valor dos produtos culturais. Entre estas ferramentas contam-se o marketing viral, as redes sociais e os sistemas de publicação aberta. Numa era em que a comercialização de suportes fisícos como CDs e DVDs parece ser um negócio em vias de extinção, a via de futuro para ganhar dinheiro será proporcionar experiências culturais personalizadas que suscitem emoções. O autor também recorre à teoria da Cauda Longa de Chris Anderson para explicar porque é que na economia imaterial da rede os bens e serviços de nicho podem representar um mercado muito mais valioso do que na economia “bricks-and-mortar”.
Embora todo este discurso possa soar muito bem aos ouvidos de um empresário da indústria discográfica, retomando um pouco o estilo “mercados são conversações” do Manifesto Cluetrain, a questão é que talvez tenhamos chegado a um ponto em que a existência de intermediários no ciclo de produção, promoção e recepção cultural irá deixar de fazer qualquer sentido. Espaço online disponível em abundância, acesso de banda ultra-larga a preços acessíveis e, dentro em breve, redes sem fio descentralizadas como a FON - que se propõe criar uma meshwork global - irão fomentar a autoprodução generalizada. A possibilidade de contornar definitivamente todos os hubs centrais do processo criativo estará ao alcance de cada um. Até mesmo o conceito de micro-editora poderá acabar por ser posto em causa, tornando-se redundante. Porque é que uma banda não disponibiliza as suas músicas num site próprio em vez de recorrer a uma netlabel? Por outro lado, deverão também emergir alternativas de recompensação monetária mais avançadas.
Voltando ao “L’âge de Peer”, o livro é prefaciado por Tarik Krim, fundador do agregador sensação da Web2.0, o Netvibes, e do portal Generationmp3. No site do livro, pode-se ler ainda o índice e alguns extractos. Todos os capítulos estão também publicados numa série de podcasts sob licença Creative Commons que podem ser ouvidos aqui. Martin tinha já lançado em 2004 um livro em inglês com o sugestivo e intraduzível título “The Entertainment Industry is Cracked, Here is the patch”. Pesquisando pelo blog do autor pode-se também encontrar um manancial de informações sobre P2P, Web2.0 e cultura livre.
(continua)
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Merci mille fois pour cette note, je ne parle pas très bien Espagnol, donc je réponds en français…
Merci bien, ta description est très complète, et je suis ravi que tu aprécies l’écoute/la lecture du livre
A très bientôt !!!
Alban
Comentário de alban em 9 Out 06 10:49.Alban,
C’est moi que te disais merci par votre commentaire. À propos, celui-ci blog n’est pas écrit en Espagnol, mais en Portugais
Comentário de Miguel Caetano em 9 Out 06 13:17.Et excuse moi par mon Français…
Miguel, excuse moi pour la méprise entre Portugais et Espagnol (!)
Comentário de alban em 10 Out 06 13:09.Les sites jamendo et dogmazic sont effectivement des initiatives de musique libre très intéressantes, bravo pour ton post sur le sujet !