Músicos portugueses querem cobrar a quem passa a sua música

by Miguel Caetano on 11 de Dezembro de 2006

Seguindo a deixa que o JVN do A Peste deixou num comentário a outro post. The Gift, Xutos & Pontapés, David Fonseca, Dead Combo, Pólo Norte, Delfins, Santos & Pecadores, Gomo, André Sardet, Paulo de Carvalho e os Blind Zero são alguns dos nomes de músicos portugueses que decidiram armar-se em novos “polícias da mente”: Querem cobrar pelos direitos conexos relativos à reprodução pública de músicas gravadas em disco. Como grande parte dos consumidores já não compra discos, decidiram ir buscar o tão adorado dinheiro onde ele existe, nas discotecas, bares, restaurantes e linhas telefónicas deste país, através do envio de ameaças por correio a mais de 37 mil empresas. Penso que isto dá todo um novo sentido à expressão “cobranças difíceis”, não acham?

Não contesto a legalidade da missão da PassMúsica – AVISO: site feito em flash, ideal para fritar processadores -, a associação de utilidade pública criada pela Audiogest (Associação para a Gestão e Distribuição de Direitos dos Produtores) e a GDA (Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes). Mas eu, que não estou toldado pelos constrangimentos de uma classe que só vê códigos e leis, esquecendo-se frequentemente que o Direito não passa de normas sociais que resultam das relações de poder existentes numa sociedade, considero que se trata de uma medida ignorante, imoral e impopular.

Por um lado, porque o dinheiro que eles – os artistas – esperam amealhar – entre 10 a 12 milhões de euros até 2010, segundo informa o Correio da Manhã – será dividido a meias com as editoras. Por outro, porque como justamente se refere nos comentários de um post do NetFM da Paula Cordeiro a este respeito, a música ambiente que passa em muitas discotecas e bares dá a conhecer o trabalho dos artistas podendo resultar na venda de um produto, seja um CD ou um bilhete para um concerto ao vivo. Antigamente, os músicos ansiavam que os seus trabalhos fossem ouvidos pelo maior número de pessoas, para que um DJ passasse uma música sua numa discoteca e se tornasse no êxito do momento. Agora, sacam da máquina registadora… Como explica a Paula Cordeiro:

uma discoteca com lotação até 100 pessoas pagará 5.892.48€, aumentando esse valor caso sejam vídeos musicais. A música em espera nas linhas telefónicas (até seis linhas), tem um custo de 46,64€. O tarifário inclui ainda ginásios, salas de espera, feiras, exposições, casamentos, centros comunitários, escolas e cafés, entre uma grande variedade de outros espaços. Conseguirá a PassMúsica regularizar a situação, ou deixarão muitos destes espaços de ter um ambiente musical?…

A questão não é verdadeiramente essa, porque será sempre impossível controlar a livre disseminação de música. O problema é que chegámos a uma situação em que os músicos que se deviam dedicar a promover os seus trabalhos através de sites como o Last.fm, já para não falar no MySpace, e a concentrar-se na realização de espectáculos por todas as tascas, bares e discotecas deste país, decidem aliar-se aos seus maiores inimigos, as grandes editoras discográficas, na perseguição daqueles que apenas contribuem para a divulgação no espaço público das suas obras. Por este andar, estará para breve o dia em que os senhores Miguel Guedes e João Gil, entre outros, andarão por aí à caça dos “infractores” que passarem as suas músicas no rádio do carro a partir de um determinado limiar de décibeis…

Lamentável, ainda para mais porque existem milhares de pessoas que continuam a gastar quase 20 euros por uma rodela de plástico com o nome do “artista” lá dentro só porque é “legal” e que pensam que estão a ajudar os seus ídolos e que vão a todos os seus concertos, por mais exorbitantes que sejam os preços dos bilhetes. Acalento, no entanto, a esperança de que através de “tiros nos pés” como este, todos os verdadeiros amantes da música e da cultura em Portugal se apercebam que estão a ser enganados. Caso queiram manifestar o vosso desagrado, têm o número de telefone 707 50 55 60 e o email info@passmusica.pt à disposição.

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1 antonio 11 de Dezembro de 2006 ás 8:57

Miguel,
eu sou insuspeito de simpatias para com musicos, editoras e produtoras mas parece-me razoavel que se uma empresa retira proveito do trabalho de outros deve pagar. Nao discuto o valor e os eventuais problemas das empresas mas parece-me uma pratica corrente noutros paises (por ex. na finlandia onde um espaço de até 31 m2 paga 2 prestações de quase 70 euros, IIRC, e por ai fora). Estudos demonstram que a musica em lojas pode ajudar às vendas para alem de discotecas e bares nao estarem ali para ajudar os musicos :)

Responder

2 Miguel Caetano 11 de Dezembro de 2006 ás 10:21

Pode ser uma prática comum noutros países, mas não deixa de ser injusta e pouco lógica nos dias de hoje em que a música se tornou omnipresente e está disponível em todo o lado. E o facto de alguns músicos portugueses terem decidido justamente agora iniciar uma campanha como esta apenas contribui para a sua descredibilização.

Em termos legais pode fazer sentido que um estabelecimento comercial tenha que pagar duas vezes para passar uma música: No acto de aquisição do disco e quando reproduz as músicas registadas nesse suporte. Mas para um cidadão comum isso é completamente ilógico e ninguém o vai convencer disso.

Por outro lado, se a referida empresa se limitar a passar a música que dá numa rádio, será que ela também terá que pagar? Mas aí os artistas não estarão a receber dos dois lados? Sim, porque a estação de rádio já é obrigada a pagar uma determinada taxa à SPA…

Estudos demonstram que a musica em lojas pode ajudar às vendas para alem de discotecas e bares nao estarem ali para ajudar os musicos :)

Mas a verdade é que acabam por ajudar… A relação é benéfica para as duas partes. Entrámos numa economia da informação em que a atenção é o valor económico decisivo. Se uma música não pode ser escutada, é como se não existisse… Se o público não tem acesso ao trabalho de um artista, nunca irá comprar um bilhete para um concerto ou uma camisola ou um DVD com extras ou outro produto que lhe ofereça uma mais-valia.

Responder

3 carlos paulo 12 de Dezembro de 2006 ás 19:38

Para além do Lastfm.com e do Myspace, não podemos esquecer o Youtube. A maioria das bandas que oiço já tem um grupo no Youtube onde regularmente deixam vídeos de actuações ao vivo ou videoclips. Para já, das bandas portuguesas, só os Loto parecem estar a par desta possibilidade (também criaram um grupo com objectivos semelhantes no Hi5, um sítio bastante popular em Portugal e que parece querer implementar funcionalidades mais próximas das que conhecemos no Myspace). Quanto à notícia em si, já nada surpreende.

(já agora, o link “entre outros” não está bem…linkado)

Responder

4 Miguel Caetano 12 de Dezembro de 2006 ás 21:33

Carlos,

Obrigadão pela dica do link. Já corrigi :-)

Responder

5 antonio 13 de Dezembro de 2006 ás 0:28

Parece-me o Miguel é contra o sistema vigente de pagamento de licenças de utilização e exploração – nesse caso até concordo consigo, em princípio. Todavia esta não me parece uma posição realista porque não vejo possibilidades de que a arquitectura legal que foi sendo construída pelas discográficas, produtoras de audiovisuais e de outros monopolistas de conteúdos venha a ser substituída por uma mais equilibrada e justa para os consumidores.
Ainda recentemente o Miguel (espero que tenha sido aqui :) o meu cérebro está a precisar de paz, como se notará pela leitura do comentário) referia-se noutro poste sobre o “medo do governo britânico” face aos media – posso estar a adulterar o sentido mas era basicamente essa a premissa, a industria pretende alargar o prazo dos direitos e o governo só aceitará por medo. Eu não percebo porque há-de um governo ter medo (qual o poder do grupo, mediático, influencias politicas fortes nos partidos, financiamentos/ corrupção?) mas é um indicio da tarefa de quem se propõe lutar contra esses privilégios.

A relação é benéfica para as duas partes. Entrámos numa economia da informação em que a atenção é o valor económico decisivo. Se uma música não pode ser escutada, é como se não existisse… Se o público não tem acesso ao trabalho de um artista, nunca irá comprar um bilhete para um concerto ou uma camisola ou um DVD com extras ou outro produto que lhe ofereça uma mais-valia.

E se o Público pegasse em 2 dos seus melhores artigos aqui publicados, copy paste integral e dissesse – “a nossa selecção dos novos talentos dos blogues mais em remixtures.com de Mig..”, gostava? :)
É verdade que vivemos numa economia de atenção mas compete aos autores decidir quem pode beneficiar ou não do seu trabalho e quais os termos de uma troca justa – e se para muitos a divulgação então esses devem poder ceder os direitos da forma que entenderem.

Responder

6 carlos paulo 13 de Dezembro de 2006 ás 3:17

“E se o Público pegasse em 2 dos seus melhores artigos aqui publicados, copy paste integral e dissesse – “a nossa selecção dos novos talentos dos blogues mais em remixtures.com de Mig..

Responder

7 antonio 13 de Dezembro de 2006 ás 11:11

Eu tinha visto Carlos, obrigado… e assumi que a licença permitiria apenas a reprodução a sites e produtos não comerciais. Agora que li fiquei na dúvida se a licença também permite que alguem possa vender o artigo (incluido num cabaz com noticias e outros artigos, vulgo jornal) mediante simples atribuição.

A questão que se coloca é se é justo privar outros autores da perrogativa de cobrar por essa reutilização.

Responder

8 Miguel Caetano 13 de Dezembro de 2006 ás 15:11

A questão que se coloca é se é justo privar outros autores da perrogativa de cobrar por essa reutilização.

Caro António:

O Público tem toda a liberdade para publicar, recombinar, modificar artigos assinados por mim aqui no Remixtures.com desde que mencione o autor e a origem e submeta o texto exactamente nos mesmos termos em que o post original foi licenciado: Atribuição-Partilha nos termos da mesma licença 2.5 (CC-by-sa).

A minha perspectiva é que só estas condições permitem verdadeiramente um equílibrio entre os direitos do “autor” original e os do leitor/reapropriador/mashuper/autor. O grande problema é que maior parte das licenças CC preservam o monopólio dos direitos nas mãos do “autor”. Isso mantém o desequilíbrio entre os grandes produtores de conteúdos e todos os outros cidadãos.

Para qualquer criador não há nada pior que o anonimato, quando os seus artigos, músicas, filmes, etc. não vêm assinados. Falo por experiência pessoal. A Internet e as tecnologias digitais apenas vieram contribuir para aumentar a importância da reputação. Para o leitor, ouvinte ou espectador também é importante associar um trabalho a um nome de forma a poder constituir uma relação pessoal com ele.

não vejo possibilidades de que a arquitectura legal que foi sendo construída pelas discográficas, produtoras de audiovisuais e de outros monopolistas de conteúdos venha a ser substituída por uma mais equilibrada e justa para os consumidores.

Não sou tão pessimista assim. As coisas começam a mudar. Essas empresas dependem cada vez mais dos conteúdos produzidos pelos utilizadores. Se estes não se deixarem enganar pela cantiga dos “alguns direitos reservados” e da Web 2.0 e se se mobilizarem politica e economicamente, o Estado e os políticos serão forçados a intervirem e a estabelecerem um novo regime de direito de autor que acabe de vez com o conceito de “propriedade intelectual” e permita que os artistas recebam o dinheiro que lhes é devido, através por exemplo de uma licença global para a partilha de ficheiros.

Responder

9 MrCool 15 de Dezembro de 2006 ás 0:34

Tenho de confessar que me dá um certo gozo este tipo de discussão, mais uma vez Miguel, PARABÉNS. E agora a minha opinião vai de encontro à do Miguel, vejamos na prática:

1º – Eu vou comprar um CD a uma Loja, pago todos os impostos, que por sua vez, já tinham sido pagos pela loja quando esta adquiriu o CD e isto para não falar dos anteriores.

2º – Vou para a minha loja ou café e coloco o CD, por isso vou ter de pagar outra vez, coisa que à muito já se paga uma licença para poder ter som em estabelecimentos comerciais à SPA.

3º – Ao tocar a música eu estou a divulga-la, ou seja… a fazer publicidade ao artista e eu não ganho nada com isso, ou ganho?

E podia continuar, mas acho que não vale a pena, pagar impostos sobre impostos, até acho que, é proibido na legislação Portuguesa, mas pagar 3 ou 4 vezes o mesmo imposto, mesmo que com outro nome e de formas diferentes… deve ser o tal e típico “contornar a lei mas na legalidade”.

Responder

10 MrCool 15 de Dezembro de 2006 ás 0:36

opppsss esqueci-me de um pormenor… é que música em Portugal não é Cultura e por isso já paga IVA à taxa máxima…

Responder

11 antonio 15 de Dezembro de 2006 ás 20:58

Estive a reler o artigo e tenho duas notas a acrescentar:

-os valores pedidos são uma exorbitância, deveria haver um limite aos preços que este monopolio pretende impor;
- cobrança p/ centros comunitarios, escolas, e outras instituições de utilidade? Esta malta pica-se!

Eu compreendo que o Miguel e outros se oponham, até porque se pretende gerar um efeito bola de neve que levará a novas taxas, incidência sobre todo o tipo de acções privadas onde musicas sao cantadas (um agrupamento escuta) e preços ainda mais altos, mas não consigo discordar do principio embora refutando dupla taxa como sugere o comentador anterior – deve ser defeito profissional, sou formado numa faculdade de economia :)

Mas o Miguel nao respondeu à minha questão: deve o Dn ter o direito de reproduzir no jornal as cronicas do JPP ou do MST? Eu aprecio que se sinta grato pela publicidade que o publico lhe daria mas se a sua opção fosse obrigatoria para toda a gente a qualidade dos artigos e cronicas decresceria porque há menos proveito das partes e menor interesse em investir na qualidade dos conteudos.

Responder

12 Miguel Caetano 15 de Dezembro de 2006 ás 22:15

deve o Dn ter o direito de reproduzir no jornal as cronicas do JPP ou do MST? Eu aprecio que se sinta grato pela publicidade que o publico lhe daria mas se a sua opção fosse obrigatoria para toda a gente a qualidade dos artigos e cronicas decresceria porque há menos proveito das partes e menor interesse em investir na qualidade dos conteudos.

Caro António:

Se uma licença do tipo CC-by-sa ou GPL fosse tornada obrigatória, ela não impediria ninguém de cobrar como bem entendesse pelos seus trabalhos. Apenas excluiria a possibilidade de impor limitações aos potenciais usos que qualquer consumidor/utilizador pretendesse fazer dessas obras.

Isso já acontece no mundo do software livre, em que as empresas ganham dinheiro com serviços, suporte, consultoria ou mesmo através da comercialização do programa em suporte físico mas com extras.

O mesmo já começa a suceder no mundo da música; os artistas recebem mais através de concertos, merchandising, DVDs com extras e outros serviços adicionais do que propriamente com a música registada em disco.

Não quero aqui entrar muito na discussão da qualidade, mas o que se passa é que o sistema actual da indústria cultural não privilegia a qualidade dos conteúdos, antes pelo contrário. São os bons jornais e revistas que acabam, são as piores publicações que vendem mais. Da mesma forma, são os músicos que já não fazem nada de interessante há mais de 30 anos ou as bandas inventadas à pressão que vendem mais, sendo as pequenas editoras engolidas pelas grandes majors. A mesma situação se aplica ao cinema.

Só isso explica em grande parte o sucesso da Wikipedia, do Linux e outros projectos semelhantes feitos por voluntários “prosumidores” que valorizam acima de tudo a partilha do conhecimento livre e a reputação. O mérito que uma pessoa conquista numa comunidade desse tipo é importante pois tem frequentemente repercussões no mercado.

O que se passa é que devido a uma situação de monopólio (software) ou de oligopólio (cinema, música, rádio, TV, imprensa), as possibilidades reais de o autor do melhor código ou dos melhores conteúdos ser o mais recompensado são muito diminutas. O mercado prefere investir em apostas seguras que não comprometam as margens dessas empresas. A fórmula muda pouco. O risco é minimizado.

Daí que não seja de admirar que JPP e MST continuem a escrever para os mesmos títulos considerados de “referência” há mais de quinze anos. Mas a legitimidade da proeminência no espaço público dessas vozes – já sem falar na questão da renumeração – fica cada vez mais duvidosa se tomarmos em linha de conta as outras milhares de vozes da blogosfera que apresentam uma riqueza estílistica, uma narratividade e uma erudição no mesmo patamar ou mesmo superiores às de JPP e MST.

O regime de propriedade intelectual vigente representa uma força de bloqueio adicional à emergência da qualidade. A blogosfera e o software livre funcionam não devido ao direito de autor, mas independente dele. O seu valor está na possibilidade de reaproveitar e modificar as obras originais. Do mesmo modo, muitos dos movimentos artísticos mais criativos do século XX situaram-se à margem do direito de autor.

Tudo isto me leva a concluir que um mundo GPL seria um mundo muito mais criativo, dinâmico e justo, embora não necessariamente mais rico. Penso que as vantagens superam as desvantagens.

Responder

13 Ze 20 de Dezembro de 2006 ás 16:38

- Impor “quotas” obrigatórias mínimas para passagem de musica portuguesa nas rádios.
“Não nos compram porque não nos conhecem”

- Cobrar “direitos conexos” pela passagem de musica portuguesa em “outros” espaços públicos/privados.
“Aproveitam-se de nós porque nós somos conhecidos”

Decidam-se porra! ;-)

Responder

14 luis 9 de Janeiro de 2007 ás 4:05

desculpem-me os autores, mas isto é uma estupidez.eu sou dj e acho k eles é k deviam pagar pra divulgar as musica.Porque rodamo-las toda a gente ouve,nos somos uns dos responsaveis pelo sucesso de determinadas musicas.logo vendem mais!Daqui a pouco estou a pagar pra ouvir musica na radio do carro.NAO TEM LOGICA

Responder

15 Cris 9 de Janeiro de 2007 ás 13:55

Tenho um pequeno restaurante, pago a TV Cabo e ainda tenho de pagar a passmusica pelos canais de musica? Pago duas vezes? eu nem queria a musica mas faz parte do pacote. Não é justo pagar duas vezes até porque a maioria dos clientes não liga aos canais de música.

Responder

16 andre 15 de Janeiro de 2007 ás 8:41

luis:
gostava de acreditar que quando escolhes as músicas para o teu set estás a pensar “hmmm, quem vou promover hoje? este não que já é muito conhecido, este talvez, merece, tem um bom trabalho, este vou tocar de certeza porque nunca ninguém ouviu falar dele e tem música muito boa…”.

autores a pagar a djs para passarem a sua música…. por amor de deus…

a minha música está toda on-line à disposição do mundo. se a quiseres passar estás completamente à vontade. mas tem cuidado, porque eu não sou conhecido e isso não faz de ti um dj de sucesso.

Yellow Bop Records

Responder

17 andreflip 24 de Janeiro de 2007 ás 16:19

boas pessoal, acabei de visitar o site da passmusica…
a unica pergunta que tenho a fazer, a quem o souber responder é se me posso tornar associado dessa “empresa” para poder receber uma pequena parcela da quantia total do que eles vão cobrar!!LOLOL
acho que é desta que vou juntar pessoal para fazer uma banda de garagem e viver às custas do pessoal todo que houve musica!! :D (visto que o valor cobrado é dividido por todos os musicos e produtores em iguais partes)

já agora… se eu não ouvir música portuguesa(em lingua portuguesa e/ou musicos portugueses) terei eu de pagar!?!? é que se for assim… há dinheiro que se está a pagar a determinadas pessoas que não estão envolvidas nem na produção nem na composição dessa música.

por favor, ajudem-me a perceber estes ideotas!!:P

já agora… tenho uma pequena ideia… vamos taxar todas as pessoas que usam telemovel, que dizem?? ;) prometo dividir todo o lucro com todo o pessoal… ou não!!LOLOLOL

já agora, novamente…

“Segundo Miguel Guedes, músico (Blind Zero), jurista e representante da Passmúsica, trata-se de “uma questão de justiça

Responder

18 andreflip 24 de Janeiro de 2007 ás 17:15

desculpem lá mais uma vez… acho que eles se esqueceram de algo lá no site… :’(

esqueceram-se de por a difusão por telemovel!!!ahahahah

agora toda a gente que tem som nos telemoveis, vai ter de pagar também para poder tocar… esta sim, era a da historia!! :D LOL

por exemplo… estou no metro e telefonam-me… começa a tocar a musica, uma musica qualquer… as pessoas que
estão na carroagem ouvem, ou seja, está a haver difusão de música gravada… tendo em conta que uma carroagem do metro tem capacidade para aproximadamente 100 pessoas…

sendo transporte (barcos ou comboios) vou ter de pagar anualmente € 82,02 – isto se for até 100 pessoas… se por acaso a fiscalização aparecer e haver mais uma pessoa que o previsto, vou ter de pagar € 102,88!!:D LOL

e se o pessoal curtir mesmo bastante da musica que tenho no telemovel… passa a:

“Festivais de música, dança e multimédia, ‘Disco & Rave Parties ‘, ’shows ‘ e outras ‘performances ‘ Direitos Conexos de Artistas e Produtores Entrada livre”, pago € 71,20 por dia!!:D

e se considerarmos a mesma situacao, tendo em conta que pagamos o bilhete do metro passa a ser “Com entrada paga” e acabamos por pagar € 92,07 por dia!!

LOUCURA!
esta deve ser a ideia do proximo ano, para aumentar o lucro da empresa… querem apostar?? ;)

Responder

19 Te_shi 31 de Janeiro de 2007 ás 19:48

Sou gerente de um café, durnte a epoca do verão, tenho em funcionamento um espaço extra no estabelecimento, onde passo musica, e por vezes organizo festas.
Para o puder fazer necessito de:
Possuir a guio da SPA
Tirai licença camarária de ruido.
A licença camarária para o ruido,ainda se compreende, pois se o espaço não está devidamente isolado a nivel de som, devo pagar para organizar a festa(pois não passo musica habitualmente.
Pagar os direitos de autor, aceita-se pois estou a usar algo que não é de minha autoria.
Se o pago, é porque acho justo (embora seja obrigatório).
O Valor pago á SPA, não chegará?
O artista(que pode ser o autor), se decide fazer um videoclip e gastar dinheiro é para divulgar a sua obra,
ninguem o obriga a fazer isso.
Se eu tenho musica gravada, é porque as mesmas multinacionais me colocam á disposição meios para isso.
O que está a acontecer é muito simples, e é a ideia luminosa desses “artistas”, – já que não compram o original, pagam as gravações.
Se já tinha ideia de não trabalhar com o espaço extra do café, agora ainda mais.
Já pago á SPA por ter 2 tv´s no mesmo espaço, por isso se estou a ver um video de musica, na tv´cabo que é um serviço prestado, não devo pagar mais nada.

Responder

20 Te_shi 31 de Janeiro de 2007 ás 19:55

Já agora posso informar o seguinte, a quem não sabe:

No automovel, não se pode andar com mais de 3 cd´s gravados, numa operação stop, se quizerem podem implicar!!!!
Acreditem vi com os meus olhos.

Agora, eu que até tenho um autoradio com disco rigido, que é tudo em mp3, será que eles confiscavam o radio!!!!

Responder

21 nuno miguel 11 de Julho de 2007 ás 0:20

GOSTARIA DE SABER QUANTO PAGA UMA DISCOTECA ATE 100 LUGARES MENSALMENTE.OBRIGADO

Responder

22 Miguel Caetano 11 de Julho de 2007 ás 1:03

Caro Nuno Miguel:

Os valores em causa estão disponíveis no site da Passmúsica em http://www.passmusica.pt, na secção de tarifários. Infelizmente, não lhe posso dar o endereço directo porque o site não o permite. Sugiro também a leitura de um artigo publicado a 5 de Julho, na última quinta-feira, no número 748 revista Visão intitulado “Recuperar os milhões perdidos”.

Responder

23 bufo 1 de Setembro de 2007 ás 4:27

gostaria de deixar aqui um alerta. A aihsa(associação industriais hoteleiros do Algarve celebrou um protocolo para os seu associados terem um desconto se aderirem até Outubro. O que eu acho é que em troca a Aihsa deve ter fornecido todas as moradas do seus associados. Se não é verdade parece.

Responder

24 César rodrigues 2 de Outubro de 2007 ás 23:52

carissimos, vocês falam apenas de autores Músicos, que podem tocar a sua música ao Vivo (e não são muitos os lugares para o fazer), mas esquecem-se sempre dos autores que não fazem espectáculos como por exemplo os letristas. Essas pessoas viviam dos direitos de autor, e neste momento , com tudo a ser partilhado” gratuítamente” deixam de ter rendimentos e provavelmente terão que mudar de profissão. Os direitos e as leis não são inventados por pessoas tontas e tem razões para existir , por mais que dê jeito “sacar” da internet ou usar a música para melhorar o ambiente do seu local de trabalho. Se pensassem menos no vosso úmbigo, veriam que pessoas que gastam meses, anos, a investir na sua arte ficam muito prejudicadas com esta “partilha” que lhes leva o seu meio de subsistência.

Responder

25 Miguel Ferreira 10 de Dezembro de 2008 ás 1:23

Concordo que o sistema não é bom, mas os musicos e autores devem ter contrapartidas pela sua arte. Falam em promoção, mas será que esses bares e discotecas não estão a ser promovidos devido à musica que passam? É que se estão a promover a musica que passam, ao passarem determinada musica também estão a promover a vossa discoteca por passar essa mesma musica. Na maior parte das vezes as pessoas vão às discotecas e bares devido à musica que passam e não o contrário. O que acho é que deveria ser criada apenas uma licença e apenas um organismo devia gerir essa licença e não a confusão de licenças actual. Mas como princípio acho que os musicos devem ser remunerados pela utilização da sua musica em estabelecimentos comerciais, quem tenha lucro com musica deve pagar uma licença, não concordam? É claro que organismos que não tenham fins lucrativos nãom se deve cobrar nenhuma licença, esses sim estão a promover musica uma vez que não estão a ganhar dinheiro por a passarem. A questão principal julgo ser esta. Quem ganha dinheiro com propriedade de outros, deve compensar o proprietário com uma remuneração, o principio deveria ser este, julgo. Agora devem ser compensados para além dos autores, também quem grava a musica, musicos e produtores. Mas a forma de partilharem essas remunerações também deve ser revista porque não me parece que a actual o seja, com a SPA de um lado, a Passmusica mais a GDA e a Audigest de outro, os unicos musicos a ver algum dinhero são os amigos deles de certeza. Eram esses é que a ASAE devia fiscalizar e não os DJ’s.

Responder

26 joana 25 de Novembro de 2009 ás 17:12

merda para voces ………………………………………………………………………………………………………………..

Responder

27 faz FODAS 25 de Novembro de 2009 ás 17:18

detesto cantores so gosto de um chamado tony carreira para dar uma foda FODA todas as noites… isto e muito verdade…………….

sabem esto e uma grande merda a cantores que cantam cantam so para se fazerem de grandes

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