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O fonógrafo e o iPod Publicado 12 Mar 07

Este fim-de-semana li a introdução de My First Recession de Geert Lovink. Aí, o teórico holandês dos novos média refere que a abordagem do seu livro consiste numa “história crítica do presente da Internet” em moldes semelhantes à Arqueologia dos Media, isto é, “uma metodologia, uma leitura hermenêutica do “novo” face ao rastro deixado pelo passado e não tanto uma descrição da história das tecnologias desde o passado até ao presente” (pág. 11). Este conceito de Arqueologia dos Media que também é muito utilizado por Erkki Huhtamo (enquanto “estudo de fenómenos cíclicos recorrentes que (re)aparecem e desaparecm e reaparecem repetidamente ao longo da história dos media e parecem de algum modo transcender os contextos históricos específicos”), entre outros autores nórdicos, pode ser também muito útil quando tentamos compreender um pouco os acontecimentos mais recentes no conturbado mundo da música digital.

Por exemplo, se fizermos uma comparação histórica entre o iPod de Steve Jobs e o fonógrafo de Thomas Edison, podemos retirar daí muitos ensinamentos sobre o que o futuro nos reserva, sem falsas expectativas. Vem isto a propósito de um artigo hoje publicado no New York Times (via BoingBoing). Trata-se de um excerto de The Wizard of Menlo Park: How Thomas Alva Edison Invented the Modern World, uma biografia a ser lançada esta semana sobre o mais famoso inventor de todos os tempos escrita por Randall Stross, que mostra bem como, apesar de todas as inovações tecnológicas que ocorreram ao longo dos últimos 100 anos e das promessas de liberdade que nos foram sendo avançadas com a introdução de cada invenção, muita pouca coisa mudou na indústria musical no seu esforço continuado de manter os formatos tecnológicos fechados, proprietários e sob controlo. Copio alguns parágrafos significativos:

Edison’s offerings may have lagged, but such was the demand for kingly entertainment enjoyed at home that the Edison Phonograph Works prospered along with Victor and Columbia, the companies that with gggggg manufacture, sold for 50 cents, providing a nice gross margin that covered all manner of strategic missteps. One of those was Edison’s conviction that there was no need to switch to discs. When he finally gave in and brought out discs, he could not bring himself to relinquish cylinders, so resources had to be spread across two incompatible formats (…).

Edison was adamant that Edison recordings would be played only on Edison phonographs. His competitors, Victor and Columbia, shared the same playback technique, etching a laterally cut groove that sent the needle moving horizontally as the record played. Their recordings could be played on one another’s machines. Edison, however, adopted his own design, a groove that varied vertically, called at the time a “hill and dale

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