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Estudo “imparcial” revela que crianças fazem menos downloads ilegais de música Publicado 24 Mai 07

Não acreditam? Pois, talvez não seja de admirar dado que quem proferiu esta afirmação foi a nada “parcial” Business Software Alliance (BSA), a organização que representa os interesses das maiores empresas de software proprietário - em termos comparativos, pode-se dizer que a BSA está para o software como a RIAA está para a música, funcionando ambas como as representantes máximas de monopólios e oligopólios que subsistem à custa dos direitos de autor…

Mas desta vez, a BSA não se contentou apenas em inventar estatísticas sobre a “pirataria” informática. Baseando-se num estudo encomendado à Harris Interactive publicou um comunicado onde se pode ler que os downloads ilegais de conteúdos digitais protegidos por copyright efectuados por jovens entre os 8 e os 18 anos desceram 24 por cento ente os  de idade nos últimos três anos.

Assim, enquanto que em 2004 60 por cento dos inquiridos afirmaram terem descarregado software, música, filmes ou jogos sem pagar, já em 2006 a percentagem desceu para os 43 por cento, tendo-se agora em 2007 situado nos 36 por cento.

Especificamente, 30 por cento dos jovens afirmaram efectuar downloads ilegais de música, face a 32 por cento em 2006 e 53 por cento em 2004. No que toca aos filmes, 8 por cento disseram realizar downloads ilegais de filmes da Internet, em comparação com 10 por cento em 2006 e 17 por cento em 2004. Em relação ao software, ao passo que 11 por cento referiram que costumam efectuar downloads ilegais. Em 2006 essa percentagem tinha sido de 14 por cento, sendo em 2004 de 22 por cento.

O que é interessante é que o estudo dá a entender que quanto mais vigilantes e rigorosos os pais forem, menor será a tendência dos petizes para incorrer em comportamentos de “risco” enquanto navegam online. Por exemplo, ao comparar aqueles cujos pais fixaram regras de conduta com os que não são submetidos a qualquer tipo de controlo, a percentagem dos que admitiram “sacar” música de borla foi muito maior nos primeiros (47 por cento) do que nos últimos.

Vale lembrar que este estudo foi feito junto de 1196 crianças norte-americanas, pelo que as realidades sociais e económicas do contexto em questão não permitem extrapolar conclusões para outras sociedades como a europeia. Além de estes resultados poderem reflectir o recente surgimento de vários serviços de download legal de música nos EUA, não será de admirar que com a campanha de extorsão da RIAA os pais tenham passado a estar mais alerta para o risco de serem um dia obrigados a pagar uma indemnização de três mil dólares apenas porque os seus filhos andaram a “sacar” músicas da Beyonce…

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