Enquanto que por cá os portugueses parecem ter preterido o eMule a favor do YouTube (de acordo com os dados mais recentes da Marktest sobre as expressões mais pesquisadas na Web), na Itália este software continua a ser o mais utilizado de todos os programas de partilha de ficheiros, de acordo com os resultados de um estudo socio-económico sobre o P2P naquele país realizado pela Fundação Luigi Einaudi, uma associação cultural ligada à Fiat. Dos internautas italianos inquiridos, 51 por cento utilizam o eMule, 25 por cento o WinMx, 13 por cento o KaZaa e apenas 2,7 por cento o BitTorrent. A informação veio do ZeroPaid mas existem outras referência aqui (em inglês) e aqui (em italiano).
Mas a pesquisa revela também outros dados mais preocupantes: 77 por cento dos que afirmaram ter realizado downloads de música optaram por fazê-lo através de redes P2P ilegais, enquanto que apenas 23 por cento disseram ter usado um serviço online legal. Tendo em conta estes números, não é muito surpreendente que quase um terço (30 por cento) dos utilizadores de redes de partilha de ficheiros tenha reconhecido uma redução nas aquisições de CDs, tendo apenas seis por cento referido que o P2P aumentou a sua propensão para a compra de discos. No entanto, é preciso salientar que 64 por cento dos afirmou que o hábito de descarregar ilegalmente músicas não alterou em nada os seus hábitos de consumo. Por outro lado, também ficamos saber qual o verdadeiro nível da redução das despesas com discos e quais as razões por detrás dessa descida.
O estudo revela ainda que 31 por cento dos inquiridos tinham “sacado” música ou vídeo da Internet no mês anterior. Nove em cada dez faixas descarregadas eram singles (91 por cento), na sua maioria êxitos das tabelas de vendas. Os leitores multimédia de desktop foram o tipo de dispositivo mais empregue para reproduzir este material (84 por cento), seguidos dos sistemas de alta fidelidade e dos leitores portáteis de MP3.
A amostra abrangeu todos os estratos demográficos, com 50 por cento dos indivíduos apresentando idades entre os 15 e os 34 anos, 25 por cento entre os 35 e os 44 anos e 25 por cento entre os 44 e os 54 anos. Em termos socio-profissionais, 29 por cento eram empregados de escritório, 25 por cento estudantes e os restantes, trabalhadores manuais e operários, executivos, comerciantes e reformados.
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Eu queroi saber o que eu fasso pra validalo