Mais dois sites de BitTorrent que decidem submeter-se aos representantes dos detentores de conteúdos em vez de resistirem e defenderem os interesses dos seus utilizadores. De acordo com a CNET o TorrentSpy, o motor de pesquisa de ficheiros torrent que é acusado pela MPAA de apoiar a partilha ilegal de obras protegidas por copyright desenvolveu um sistema de filtragem automática de conteúdos denominado FileRights.
Segundo a notícia, Ira Rothkin, o advogado da Valence Media, a empresa-mães do TorrentSpy, afirmou que o ISOHunt – que também é alvo de um processo judicial instaurado pela representante dos estúdios de cinema de Hollywood – vai também implementar o mesmo sistema para bloquear o acesso a material ilegal dos seus resultados de pesquisa.

A tecnologia do FileRights permite que os detentores de copyrights ou os seus agentes abram uma conta individual, submetam informação relativa a ficheiros protegidos por copyright como valores hash para uma base de dados, sendo as ligações para as obras não autorizadas automativamente removidas dos resultados dos motores de busca que utilizam o serviço.Numa sentença emitida a 29 de Maio, a juiza Jacqueline Chooljian obrigou o TorrentSpy a monitorizar a actividade dos seus utilizadores, apesar dos administradores do site afirmarem que, e de acordo com a sua política de privacidade, não mantinham qualquer registo desse tipo. Mas a juíza considerou que toda a informação necessária já se encontra na memória RAM do servidor pelo que apenas é necessário guardar essa informação que já se encontra presente no sistema.
A base de dados do FileRights irá ser aberta a motores de pesquisa e sites de alojamento de vídeos que podem utilizar os hashs, essas assinaturas digitais dos ficheiros, para remover os conteúdos em questão. Actualmente, por cada ficheiro que pretendem ver removido os detentores de copyrights necessitam de apresentar uma declaração válida perante a Digital Millennium Copyright Act (DMCA) aos administradores de um site.
Se este sistema de filtragem poderá convencer o tribunal a reduzir a pena no caso de o motor de pesquisa perder o recurso, a confiança dos utilizadores, essa será definitivamente abalada. Alguns ainda se poderão dar ao trabalho de efectuar uploads constantes dos mesmos torrents mas com pacotes de tamanhos ligeiramente diferentes para que a soma final dos números hash seja diferente de cada vez. Mas o resultado mais provável é que a maioria passe a utilizar o Pirate Bay ou trackers privados.
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caralha
está acabando a autonomia nos espaços virtuais…
invés de pensarem nesse espaço como um possível espaço de divulgação e distribuição do “produto” (como é tratado) preferem continuar à moda mercadológica antiga (cada vez menos adequada com o contexto da informação e da arte hoje em dia).
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.um amigo os endicou!
e eu me amerrei.
valeuuuuuuuuu.