Na semana passada a Participatory Culture Foundation lançou uma nova versão do software Democracy Player e aproveitou para mudar de designação para Miro. O programa de código fonte aberto integra um leitor de vídeo, agregador de RSS para receber vídeos e vlogs assim que o canal é actualizado, um guia de programas e uma funcionalidade de pesquisa em sites de partilha de vídeos como o YouTube e o DailyMotion que permite gravar os ficheiros no nosso disco rígido. O protocolo utilizado para efectuar os downloads é o BitTorrent. Ao pesquisar pelo guia de programas por canais em português encontrei o canal de vídeo do acervo do Estúdio Livre que o Lucas Alberto criou por lá.
Tem muita coisa interessante por lá, mas o que me despertou mais a atenção foi a segunda parte da entrevista não editada de Leo Germani e Pedro Baieux a Glória Braga, super-intendente geral do Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais (ECAD), uma sociedade de gestão colectiva de direitos de autor semelhante às portuguesas SPA e PassMúsica e que cobra pelos direitos de reprodução de música em rádios e televisões, concertos ao vivo, festas populares e estabelecimentos comerciais. Na entrevista, a responsável explica como se processa a arrecadação e distribuição do dinheiro aos compositores e artistas. O sistema é válido tanto para o Brasil como no resto do mundo. Em Março o ECAD revelou um crescimento de 145 por cento no montante amealhado nos últimos seis anos. No Pirex do Leo Germani podem ver a primeira parte, assim como a segunda, claro – ainda que com a qualidade bastante inferior do Google Video.
Actualização (23 de Julho): Por lapso atribuí inicialmente a autoria da entrevista ao Leo Germani, mas na verdade tratou-se de uma entrevista conjunta feita pelo Leo e pelo Pedro Baieux, que também filmou e pré-editou as gravações, como ele assinala nos comentários.
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