Manu Chao abandona os álbuns e adere à distribuição online Publicado 30 Jul 07
Depois de em Maio último ter colocado para download gratuito no seu site “Rainin in Paradize”, o seu mais recente single, sem qualquer tipo de DRM e em formato MP3 de 192 Kbps, Manu Chao anunciou num editorial da edição da semana passada do Courrier International francês (acesso restrito, via Ratiatum) que La Radiolina, o seu novo álbum com data prevista de lançamento para 3 de Setembro, será o último disco da sua carreira.
Mas descansem os fãs que o músico francês a residir actualmente em Barcelona promete não baixar os braços: “Não vou deixar a música, mas tendo em conta a evolução tecnológica talvez, daqui em diante, opte por colocar online cada canção nova que termine”.
Ao contrário de muitos artistas que continuam a lastimar os efeitos “devastadores” da partilha de música na Internet, Manu Chao não se resigna à crítica fácil dos seus fãs e considera que as mudanças no mundo da música e a diminuição das vendas dos discos exigem que os artistas concebam novas maneiras de difundir as suas obras e subsistir: através da Internet e dos concertos.
Aliás, o novo trabalho do músico, La Radiolina (”pequena rádio” em espanhol), é já exemplificativo dessa nova postura. Em lugar de se apresentar como uma obra final, completa e inamovível o álbum deverá ser ampliado com novas canções que o artista irá lançar ao longo dos próximos meses no seu site:
Vou utilizar o meu site na Internet como uma estação de rádio (…) A ideia é continuar a enviar cartões postais sonoros através do meu site, de disponibilizar as canções umas atrás das outras sem pensar sistematicamente em termos de um “álbum”.
Quando à situação actual, Manu Chao é pragmático e não tem ilusões: “As grandes companhias discográficas estão em dificuldade, é um pouco o fim dos dinossauros”, admite ao passo que “as outras indústrias, em particular aquelas que fabricam leitores de MP3s, aumentam os seus lucros. Uns perdem, outros ganham. E nós, cantores, temos que encontrar o nosso lugar para continuar.”
Apesar de reconhecer que não possui a solução ideal para o dilema que o negócio da música enfrenta, Manu Chao defende uma ética do público. Sendo a pirataria hoje em dia “fácil, massiva e inevitável”, ele deixa o recado: “Que as pessoas pirateiem os ‘grandes’ como eu, isso não me faz grande mossa. Mas que elas façam o esforço de comprar a música das pequenas labels“.
Sendo ele próprio um ex-”pirata”, como faz questão de frisar, seria aliás surpreendente que ele não compreendesse os anseios dos apreciadores de música dos dias de hoje: “Na altura, 90 por cento da minha discoteca era pirata. Não tinhamos dinheiro suficiente para comprar a música mas desejávamos ouvi-la.”
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Boas Miguel! Deixo-te um link para o documentario Good Copy Bad Copy.. As imagens e edicao de video nao sao as melhores mas o argumento e mt bom.
http://www.goodcopybadcopy.net/download.
O download e oferecido pelos autores
Comentário de Antonio Fernandes em 30 Jul 07 19:38.António,
Obrigado mas já tinha escrito sobre o GCBC aqui e aqui
Comentário de Miguel Caetano em 30 Jul 07 19:53.Boa cena.. Eu tenho andado com pouco tempo livre.. Vou andar para tras nos teus artigos aos poucos! Esta a ser um prazer
Comentário de Antonio Fernandes em 1 Ago 07 01:03.[...] para o post: Lágrima Psicodélica, Remixtures, [...]
Comentário de Manu Chao - La Radiolina - 2007 - Manu Chao adere definitivamente as músicas únicas a serem distribuidas pela web « Relatividade em 15 Set 07 14:54.