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Músicos independentes: ter uma página no MySpace não basta Publicado 17 Jul 07

MySpace for DummiesPara os músicos que estão agora a começar e não querem ter muito trabalho, redes sociais como o MySpace oferecem a possibilidade de criar uma presença na Web em poucos minutos, disponibilizando funcionalidades como upload de faixas, vídeos, imagens, blogs e comunicação directa com os fãs. Tudo absolutamente de borla, graças à inserção de mensagens publicitárias na página.

Nesta situação, aparentemente todos ficam a ganhar: o proprietário do site - neste caso a News Corp. de Rupert Murdoch - recebe montes de visitantes - e consegue atrair mais anunciantes. O artista também obtém uma forma fácil e económica de fazer chegar a sua música a um maior número de pessoas. Mas será que é mesmo assim? Não existe o risco de o artista estar a ceder demasiado controlo sobre as suas obras a serviços centralizados através de uma licença de exploração com termos frequentemente bastante dúbios (exclusivo/não-exclusivo).

Vem isto a propósito de um post bastante interessante que eu encontrei através do Lucas Gonze onde o autor coloca duas questões a respeito da publicação de música independente na Web:

a) Como é que os músicos publicam as suas obras e se financiam a si próprios?
b) Como é que os ouvintes descobrem música nova?

Para responder à primeira, diria que qualquer músico semi-profissional que deseja construir uma carreira com base na sua música deveria criar o seu próprio site na Web. Dá mais trabalho, mas os benefícios são enormes - o artista mantém o controlo total sobre as suas obras e pode decidir exactamente de que forma as suas obras são publicadas, distribuídas, licenciadas e vendidas (e até mesmo abrir a sua própria loja virtual). A ideia deveria ser a de tornar este site o método *exclusivo* para transmitir novidades, oferecer downloads e vender música. Porquê? Porque se o artista tem um site com uma identidade forte, isso quer dizer que ele poderá manter um maior grau de controlo sobre as suas obras. As lojas online de retalho e as redes sociais são uma perda de tempo e deveriam ser evitados tanto quanto possível a menos que sejam capazes de atrair mais tráfego para o site principal do artista. Investe o minímo de esforço nestes sites de terceiros e maximiza o esforço no teu próprio site de forma a torná-lo o melhor possível. A Web é um óptimo recurso para empatar tempo e as pessoas ganham dinheiro à custa desse facto… o teu tempo está literalmente a fazer com que outras pessoas ganhem dinheiro. Isto é algo que se deve ter em conta quando navegamos na Web.

(…)

Se um artista tem a capacidade de publicar as suas obras directamente, então outros sites de música podem literalmente linkar para o artista original quando referirem o seu nome. Os blogs de música e os sites de críticas tenderão a confiar e a linkar directamente para um artista se a qualidade do conteúdo for mais elevada e digna de confiança. O resultado é um aumento do tráfego para o site pessoal do artista, onde ele pode construir uma comunidade de fãs, fazer com que as pessoas assinem a sua lista de correio electrónico, criar uma equipa de rua ou vender CDs de música e downloads. Agora compara isto com um site de crítica de música que linka para a página do artista no MySpace, onde apenas pode ocorrer um número limitado de coisas. Para além de adicionarmos alguém aos nossos “amigos” e escutarmos os excertos de algumas faixas, não há muito que possa acontecer. Como um artista, tu queres fornecer uma experiência sincera e profunda aos potenciais fãs e sites como o MySpace representam um beco sem saída.

Pode parecer que estou a desvalorizar as redes sociais, mas não estou. Elas funcionam muito bem para o objectivo pretendido - ligar pessoas. Mas quando se refere à publicação de música não acho que estes sites funcionem muito bem porque a propriedade, o licenciamento, as vendas e a distribuição das obras torna-se muito complicada. Além disso, é pura e simplesmente difícil actualizar os conteúdos em cinco redes sociais diferentes.

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Algumas respostas a “Músicos independentes: ter uma página no MySpace não basta” :

  1. Bom post!

    Comentário de Jorge Vieira em 18 Jul 07 09:16.
  2. [...] a verdade é que ter uma página no MySpace não basta para se gerar uma presença forte na Web, é preciso ter um site próprio que garanta à banda um [...]

    Comentário de Mubito ajuda bandas e editoras a criar sites em duas horas | Remixtures em 25 Jan 08 18:12.
  3. [...] Aliás, é por isso mesmo que eu tenho-me fartado de escrever sobre o MySpace por estas página - nem sempre bem, diga-se de passagem… Suspeito até que foi por isso que o Armando me contactou. [...]

    Comentário de Sobre a aterragem do MySpace em Portugal e a blogosfera | Remixtures em 28 Mai 08 12:47.
  4. [...] nunca foi suficiente ter apenas uma página no MySpace, actualmente isso é mais verdade do que nunca. Para se estar na linha da frente das tendências da [...]

    Comentário de ArtistData, um mordomo online para os músicos | Remixtures em 4 Jun 08 12:29.
  5. [...] NewMusicalExpress, MySpace, Amazon, YouTube). Estamos claramente perante uma banda que não se limita a ter uma página no [...]

    Comentário de Trevo Digital: a loja de venda de MP3 para os independentes brasileiros | Remixtures em 23 Ago 08 20:02.
  6. [...] ter uma página no MySpace não basta. Aliás, já nem estou a falar em criar um perfil no ReverbNation, YouTube, iLike, Imeem, Facebook, [...]

    Comentário de Poderão as aplicações para o iPhone tornar-se nas novas páginas do MySpace? | Remixtures em 27 Out 08 23:59.
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