Acreditem ou não, mas é possível. A prová-lo está o modelo de negócio do Google, uma das empresas que mais cresceu nas últimas décadas e que disponibiliza completamente de borla o seu principal serviço, isto é a pesquisa na Web. A adopção de regimes de propriedade intelectual mais flexíveis e abertos começou com o software livre mas hoje em dia abrange práticas e conceitos tão vastos como Web 2.0, Peer-to-Peer, redes sociais, produção entre pares, cultura livre, crowdsourcing e inovação aberta.
Se maior parte destes termos são-vos completamente desconhecidos então o Guia de Negócios Abertos do OpenBusiness é para vocês. Este projecto internacional com parceiros no Brasil (Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas), África do Sul e Reino Unido e que é apoiado por instituições como a Open Society Institute, International Development Research Centre, Ford Foundation and Arts Council England, recolheu uma série de exemplos de novos processos e modelos de negócio que demonstram que é possível desafiar os sistemas fechados, altamente hierarquizados e centralizados e assentes em contratos exclusivos.
Através da aposta numa forma de relacionamento social e interacção com a comunidade envolvente., uma série de iniciativas como netlabels especializadas na venda de música livre, serviços financeiros P2P, projectos cinematográficos e empresas de desenvolvimento de software de código fonte aberto estão a romper com as tradicionais distinções entre negócios e social, lucro financeiro e benefício colectivo. O Guia, que pode ser editado e melhorado por qualquer um, mostra como é possível:
* reduzir os custos de entrada no mercado dos indivíduos através da disponibilização de ferramentas ou serviços que “abrem” as fronteiras empresariais tradicionais via Internet
* partilhar gratuitamente informação através de “modelos alternativos de direitos de autor” e explorar novos modelos de receitas
* oferecer de borla partes substanciais do conteúdo e criar fontes de receitas derivadas
* adoptar uma estrutura organizacional semelhante à produção de software de código fonte aberto, mas adaptar esse modelo a serviços (financeiros ou de produção de música e filmes)
Esperemos agora que a Fundação Getúlio Vargas apresente a tradução para português deste importante Guia.
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