
Se és músico a solo ou tocas numa banda e queres que a tua música chegue às “prateleiras” virtuais das maiores lojas de música online como a do iTunes e a do Napster, a TuneCore facilita-te o trabalho de submeter as tuas faixas. É claro que já existem outras empresas especializadas neste serviço como a The Orchard, CDBaby, IODA e DMGI. Mas a verdade é que estas empresas costumam aceitar apenas propostas de companhias discográficas. E mesmo quando os artistas passam a ter direito a um lugar na mesa das negociações, como é o caso da francesa MUS1, a companhia responsável por formatar uma música ou álbum e encaminhá-la para os serviços de música online cobra sempre uma percentagem das vendas como pagamento.
Funcionando com um modelo diferente desses agregadores, a TuneCore apenas aplica aos seus clientes – quer eles sejam labels ou artistas – uma tarifa plana, permitindo que os artistas fiquem com 100 por cento das receitas sobre as vendas de downloads recebidas (cerca de 68 cêntimos por tema no caso das versões europeias do iTunes). Os artistas apenas precisam de efectuar o upload das suas músicas e metadados relacionados no site do serviço para participarem. Isto não assegura, contudo, que as faixas passem a constar do catálogo das lojas. São estas que têm a decisão final sobre se os temas mercem ou não ser incluídos.
E quanto é que os artistas têm que pagar? Para despesas de armazenamento e processamento são 99 cêntimos por faixa. Soma-se a taxa cobrada por cada loja em que se pretende disponibilizar o álbum, que são outros 99 cêntimos por faixa. A estas tarifas – que são pagas uma única vez – acrescentam-se 9,98 dólares por ano relativos a despesas de manutenção e serviço. Assim, por exemplo, uma banda com um disco composto por cinco temas que o queira ver incluído nos catálogos de quatro lojas terá que gastar apenas 18,99 dólares.
E algumas pessoas já começaram a receber dinheiro em troca. Desde Maio de 2006 esta empresa fundada e dirigida por Jeff Price da gravadora independente SpinArt já entregou mais de 1,7 milhões de dólares aos artistas. Em Abril, os pagamentos corresponderam a um total superior a 330 mil dólares. De momento, para além do iTunes e do Napster, a TuneCore distribui música para outros serviços como eMusic, Rhapsody, Sony Connect e todas as lojas que utilizam o catálogo da MusicNet (Cdigix, HMV Digital, iMesh, MTV Urge, MusicGremlin, Synacor, TransWorld Entertainment, Virgin, Yahoo, e Zune Marketplace).
Os Public Enemy são um dos nomes de bandas famosas que passaram a usar os serviços da TuneCore. O novo álbum da banda lendária de Hip-Hop, How Do You Sell Soul to a Soulless People Who Sold Their Soul a uma série de lojas de música online. Outros artistas incluem Frank Black, Ziggy Marley, Tapes ‘n Tapes, MC Hammer e o antigo guitarrista dos Guns N’ Roses Izzy Stradlin. Até ao momento foram abertas mais de 30 mil contas de utilizador, representando um total de 500 mil músicas.
Apesar de a empresa comercializar um serviço de gravação de CDs físicos e impressão de camisolas personalizadas e posters, de momento o plano de negócio desta empresa é ainda um pouco incerto – serão taxas iniciais cobradas suficientes para assegurar a subsistência da empreitada? Seja como for, este é um modelo bastante apelativo para os músicos e bandas em começo de carreira, até porque eles apenas assim uma licença não exclusiva com a companhia, podendo cancelar o serviço a qualquer altura. É um sector de nicho, com certeza, mas que tem ainda muito por onde crescer.
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ola meu nome e edivan paiva,gostaria de saber como faço para enviar minhas musicas para voces,sou musico a 10 anos e no ultimo ano comecei a escrever minhas proprias musicas.