A relação entre os adolescentes e a música Publicado 6 Ago 07
Num vídeo gravado durante a pré-conferência Music Mashup que teve lugar em São Francisco de 16 a 17 de Julho, Eric Garland, o director executivo da Big Champagne - uma empresa que analisa as músicas mais transferidas nas redes de partilha de ficheiros - explica a uma plateia de publicitários, marketeiros e relações públicas o modo como os elementos da “geração Y”, aquela nascida a partir de 1978, utilizam a música. Na sua opinião, os adolescentes de hoje estão pouco ou nada interessados em saber se a fonte que utilizam para arranjar música é ilegal ou legal.
Para eles, a música é uma actividade essencial das suas vidas. Isto representa uma má notícia para as empresas que pretendem continuar a apostar na comercialização da música como produto, enquanto suporte físico, mas uma excelente notícia para aqueles que querem usar a música para sedimentar a sua marca e promover outro produto que não possa ser desmaterializado. Vale a pena ver e ouvir, ainda para mais porque Garland questiona um pouco o propalado mito da “Cauda Longa”. Aqui vão alguns excertos:
A realidade é que (…) embora os adolescentes consumam música online de acordo com uma ampla gama de formas é óbvio que eles actualmente são criadores e recriadores de música, misturadores e remisturadores, são distribuidores e redistribuidores, conversam sobre música, formam relações sociais com base na música, fazem uploads e downloads de música, recebem streams de música, vêm música, escutam música, partilham música - aquilo que muitas companhias discográficas chamam roubar música. Mas é evidente que a música é um dos principais pontos de atracção para os adolescentes no mundo com fios e sem fios
Na era da Internet o que é popular (…) são os êxitos e tudo o resto. E o que eu quero dizer com isto é que muitas vezes, sobretudo com toda esta discussão em redor da cauda longa, temos a impressão de que os êxitos, na sua acepção tradicional, estão “mortos” e apesar de terem sofrido um golpe, proporcionalmente eles não se encontram nada “mortos”, longe disso. Durante a maior parte do tempo em que se encontram online - ou mesmo offline - a maioria dos adolescentes ouve as mesmas poucas canções muito populares que estariam a ouvir há 20 anos atrás. Por outras palavras, os êxitos não foram substituídos (…) O que aconteceu foi que muito do comércio que era sustentado por essa popularidade dos êxitos está a esmorecer à medida que os miúdos migram para a compra de faixas individuais no iTunes em vez de álbuns completos, se é que compram algo sequer.
(…)
Mas ao mesmo tudo o resto é também mais popular (…) O facto é que os adolescentes (…) estão actualmente a consumir mais música do que em todas as épocas anteriores da história da música registada em disco. E isto de longe.
(via Hypebot)
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ñ gostei deveria vir + definido
Comentário de Rayanne Crithiane de Castro Santana em 28 Ago 08 19:36.ok
me desculpe ñ era p/ vcs
Comentário de Rayanne Crithiane de Castro Santana em 28 Ago 08 19:37.gostei muito de seuys artigos