Britânicos aumentam hábitos musicais graças à tecnologia Publicado 11 Ago 07
Devido às novas tecnologias digitais os britânicos passam mais tempo do que nunca a ouvir música. Esta é a principal conclusão dos dados de um inquérito realizado pela FRUKT, uma agência de comunicação e estratégia especializada em música (via Ad-Supported Music Central).
O estudo, que se baseou numa amostra de 904 consumidores britânicos com mais de 13 anos de idade, revela que dois terços (66%) dos inquiridos respondeu que os dispositivos tecnológicos permitem dedicar mais tempo à música.
Apesar da percentagem de respostas positivas à questão colocada ter sido superior no grupo etário dos adolescentes entre os 13 e os 15 anos (82%), assim como no dos jovens entre os 15 e os 22 anos (79%), 45 por cento dos participantes na pesquisa com uma idade superior a 40 anos também respondeu afirmativamente.
Esta pesquisa aponta pois para algo que a indústria musical se recusa terminantemente a aceitar: que a tecnologia digital, os leitores de MP3 e, como é óbvio, as redes P2P contribuem para uma maior cultura musical no sentido não só quantitativo mas também qualitativo: um ecossistema musical mais rico e mais diversificado que rompe definitivamente com a concentração e a uniformidade do panorama viciado anterior.
Quanto aos suportes mais utilizados para ouvir música, o leitor de MP3 continua a ser o favorito: 73 por cento dos adolescentes entre os 13 e os 15 anos costumam ouvir música mais de quatro vezes por semana num dispositivo semelhante a um iPod. Embora essa percentagem vá descendo à medida que a idade aumenta, a média geral situa-se nos 45 por cento, sendo que nas pessoas com mais de 40 anos ela se situa nos 19 por cento.
Muito atrás e contrariando as profecias de alguns analistas da indústria musical vem o telemóvel. Mesmo assim e apesar de apenas 19 por cento do total dos inquiridos afirmarem ouvir música mais de quatro vezes por semana no telemóvel, este suporte já conquistou uma apreciável base junto dos mais novos (41%). Escutar rádio online (17%) e rádio digital por via da televisão (12%) continuam a ser ainda hábitos pouco arreigadas no conjunto da população.
Em termos de adesão às redes sociais, os números da FRUKT são mais desapontadores do que os dados recentemente divulgados pelo Digital Music Survey 2007 - outro estudo referente ao Reino Unido -, segundo o qual 86 por cento dos britânicos tinha visitado sites de redes sociais. Aqui, apenas 59 por cento dos inquridos disse usar sites de redes sociais. Mas o que é de realçar é a popularidade que estes serviços demonstram ter junto dos adolescentes com idades entre os 13 e 15 anos (79%) e os jovens entre os 16 e os 24 anos (81%). Dos que responderam afirmativamente a essa questão, metade afirmou utilizar esses redes para descobrir música nova.
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