O Dot.Tunes é mais uma aplicação da chamada “Música 2.0″ que possibilita a partilha de músicas da nossa biblioteca do Itunes através da Internet. Já aqui falei do Simplify Media e do Mojo, mas o que o Dot.Tunes oferece a mais que estes últimos é a possibilidade de ouvir as faixas do iTunes noutros dispositivos que não um tradicional computador pessoal.
Contudo, ao contrário do Mojo que possibilita o download, isto é, a cópia das músicas para o disco rígido, este programa apenas permite fazer o streaming, ou seja, escutar as canções. Na prática, ela faz uma leitura de toda a biblioteca do iTunes do utilizador – incluindo playlists – e criar uma base de dados SQL de toda a informação que pode ser acedida online via páginas da Web – através de um interface em AJAX – e podcasts, através de um servidor Web próprio. O software reproduz ficheiros em formato mp3, AAC, aiff, .wav, mpeg, mp4, e .mov.
A empresa australiana criou um servidor de demonstração em que se pode entrar como Guest – dispensa introdução de palavra-passe – e experimentar o interface, navegar pelas pastas, pesquisar e escutar qualquer música ou vídeo. Se gostaram, basta fazer o download do programa e instalá-lo sem qualquer custo adicional.
Mas a aplicação em si apenas permite criar uma única conta de conta de utilizador e duas ligações simultâneas. Quem quiser fazer uma “festa” à distância com os seus amigos, terá que desembolsar 20 dólares por um plug-in, o Share, que permite criar um número ilimitado de contas de utilizador e um máximo de 25 ligações simultâneas. Os mais “generosos” poderão comprar o Share Pro que custa 40 dólares mas aumenta o número de ligações simultâneas para 250.
Depois existem também outros plug-ins, um dos quais permite reproduzir as faixas da biblioteca do iTunes no nosso computador pessoal no iPhone (por um preço de 20 dólares). Outro ainda oferece a possibilidade de fazer exactamente o mesmo para a Nintendo Wii em troca de 10 dólares. Segundo o Listening Post, anteriormente a estratégia da empresa passava por cobrar 30 dólares pelo programa em si mas agora a aposta vai no sentido de cobrar por outras funcionalidades adicionais. Este é um modelo de negócio cada vez mais recorrente nas empresas da chamada “Música 2.0″.
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