This page has been designed specifically for the printed screen. It may look different than the page you were viewing on the web.
Please recycle it when you're done reading.

The URI for this page is { http://remixtures.com }

Comunidade P2P Vs MediaDefender: a saga continua Publicado 20 Set 07

Numa semana já de si bastante negra para a MediaDefender durante a qual um grupo de anónimos conseguiu obter 700 MBytes de correspondência electrónica interna entre outros dados confidenciais da empresa norte-americana especializada em espalhar ficheiros falsos nas redes de partilha de ficheiros para apanhar em falso os utilizadores, eis que surgem mais dados “suculentos”que dão conta dos métodos e planos da companhia.

Desta vez, trata-se do código-fonte, isto é, o software empregue pela Media Defender em várias redes P2P. Tal como anteriormente, os responsáveis pela “fuga” foram os mesmos MediaDefenfer-Defenders.

MediaDefender-Defenders

“O código-fonte está completo e refere-se às suas actividades no Kazaa, bittorrent, gnutella etc. Estes sistema é agora tornado público de modo a identificar as artimanhas que eles montam. Um obrigado em especial para o empregado da MD que nos ofereceu isto”, referem os defensores anónimos numa mensagem anexada ao ficheiro torrent disponível no Pirate Bay que dá acesso ao software com a designação de TrapperKeeper.

Como a mensagem dá a entender, a “fuga” deve ter tido origem num empregado da própria MediaDefender que inadvertidamente terá entregado de mão dada a informação em causa num momento de descuido.

Segundo o TorrentFreak, os ficheiros agora divulgados contêm um manancial de informação sobre as ferramentas que a MediaDefender utiliza para monitorizar os downloads dos utilizadores das redes P2P. As actividades da companhia abrangem não apenas as mais populares como a BitTorrent e a eDonkey/eMule como também os newsgroups da Usenet, Overnet, Piolet e a finada WinMX. O TF publicou também uma lista de programas utilitários criados pela MediaDefender para enganar os mais distraídos.

Mas quem são estes vingadores/justiceiros anónimos auto-intitulados MediaDefender-Defenders que a comunidade P2P trata como autênticos heróis mas outros os rotulam desdenhosamente de hackers? Ninguém ainda ao certo sabe, por enquanto, mas o que é certo é que a informação tem saído cá para fora a uma velocidade vertiginosa.

Poucas horas depois da publicação do torrent relativo ao ficheiro mbox contendo as mensagens confidenciais, foi criado um site no domínio jrwr.hopto.org em que se podia aceder a toda a informação em HTML, de uma forma organizada e simplificada. Segundo o que a Slyck conseguiu apurar, o site resultou da colaboração entre dois indivíduos não-identificados.

Contudo, com a mesma velocidade que surgiu, assim foi fechado pelo fornecedor de alojamento. “Depois de ler algumas das mensagens pensei: “O Público precisa de saber disto!” Então eu coloquei (a informação) num servidor lento localizado na minha própria casa. Esteve online durante 17 horas - 1,4 milhões de hits”, refere “Forrest F.”, um dos dois responsáveis por este projecto colaborativo.

Mas a situação foi rapidamente resolvida dado que alguém cedeu o domínio MediaDefender-Defenders.com e “Forrest F.” encontrou um novo servidor de alojamento na Noruega. Até agora, o site já recebeu duas ameaças legais pela divulgação online dos dados, uma do conselheiro legal da MediaDefender e outra vinda supostamente do próprio director-executivo da empresa, Randy Saaf,

Por via das dúvidas e depois de ter ontem sofrido um ataque de negação de serviço (DDOS), o MediaDefender-Defenders.com passou a estar alojado na prq.se, a empresa de um dos fundadores do PirateBay. Tal como o tracker sueco, o site ostenta orgulhosamente uma secção dedicada à publicação das ameaças legais que recebeu até agora.

Os esforços (inúteis) de controlar os danos que esta fuga de informação irá representar na já fraca credibilidade da MediaDefender levaram-na a enviar outras intimações semelhantes a alguns sites de alojamento e indexação de torrents mais populares. As respostas de alguns sites que a ArsTechnica publicou dão uma leitura deliciosa.

Os responsáveis do IsoHunt, por exemplo, dão-se ao cuidado de assinalar minuciosamente as incorrecções legais no procedimento tomado pelos advogados da companhia. Já o MegaNova não tem tantos pruridos e adopta a mesma postura “Are You Talking Me, Motherf*cker?” a que os piratas suecos do PirateBay já nos habituaram.

De qualquer forma, a MediaDefender já anunciou que o FBI irá investigar a origem das “fugas”. Não percam os próximos desenvolvimentos!

 

 

Artigos relacionados:

Trackback URL

Algumas respostas a “Comunidade P2P Vs MediaDefender: a saga continua” :

  1. [...] tácticas empregues pela empresa para espalhar ficheiros falsos nas principais redes de P2P, foram também tornados públicos o código fonte das ferramentas anti-pirataria da companhia, a gravação de um telefonema e uma [...]

    Comentário de Remixtures » Blog Archive » Extravio de email da MediaDefender custa 825 mil dólares à empresa em 21 Nov 07 12:17.
  2. [...] A ponto de um grupo de hackers anónimo ter distribuido em Setembro passado via BitTorrent mais de 700 MB de mensagens confidenciais trocadas entre os seus funcionários que continham detalhes sobre as tácticas empreguesa pela [...]

    Comentário de Media Defender, o bode expiatório dos “piratas” | Remixtures em 31 Mai 08 17:59.
Deixe a sua opinião sobre este artigo: