“As Nossas Desculpas. Neste momento, o site da Web SpiralFrog está apenas disponível aos residentes dos Estados Unidos da América e do Canadá. Se quiser que o informemos quando é que o serviço estará disponível no seu país, por favor indique o seu endereço de email em baixo.” É assim que o SpiralFrog, o novo serviço de música grátis financiada por publicidade e que promete ser a solução para a pirataria global , saúda todos os internautas que não residem no continente norte-americano.
O site já estava disponível em versão beta desde o início de Agosto mas só agora abriu oficialmente as portas ao público contendo um catálogo de pouco mais de 800 mil de músicas (muito menos do que os seis milhões que o iTunes) e 3500 vídeos de música. Grande parte destes conteúdos pertencem à Universal Music Group, graças a um acordo no valor de 3,2 milhões de dólares celebrado entre as duas empresas.
Para além desta major, que representa 25 por cento do mercado global da música, o SpiralFrog conta ainda com a participação da EMI Music Publishing – a editora de música da EMI -, bem como dos distribuidores digitais independentes The Orchard, IODA e INgrooves e de algumas etiquetas independentes.
Para além do problema do bloqueio aos utilizadores europeus — que pode ser contornado através do recurso a um Web Proxy -, o site apresenta outras dificuldades. Quem quiser entrar precisa de efectuar registo e ceder dados pessoais como nome, morada, sexo e endereço ZIP. Mas apenas aqueles que possuem um computador com o Windows XP ou Vista instalado podem aceder ao serviço, uma vez que o site se baseia na plataforma Microsoft .NET. Daí que à partida os utilizadores de Mac e Linux não possam usufruir dos downloads gratuitos de música.
Outro requisito adicional é a versão 11 – mais recente – do Windows Media Player uma vez que os ficheiros econtram-se “protegidos” com a tecnologia de DRM da Microsoft. O plug-in para o Flash 9 da Adobe é também essencial, assim como um software de gestor de downloads do próprio SpiralFrog que permite acompanhar o estado e o número de downloads que efectuámos
Para além de requerer que o utilizador assista a uma série anúncios durante os 90 segundos em que os downloads decorrem, o SpiralFrog obriga a revalidar os ficheiros que copiámos em cada 30 dias através do login no site. Caso contrário, deixará de ser possível reproduzir as músicas. Uma vez que se baseiam em WMA , os títulos também não podem ser gravados para um CD ou transferidos para um iPod, apesar de poderem ser enviados para dois dispositivos ou telemóveis compatíveis como o formato da Microsoft.
A juntar a este rol de restrições, alguns relatos dão conta de que a pesquisa e a navegação são um pouco confusas e lentas e que alguns downloads acabam por não se concretizar. Bons prenúncios para um serviço que pretende acabar com a “pirataria” de música…
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