Bootleg.com: os mashups em documentário Publicado 14 Out 07
No mundo da música, o termo bootleg referia-se originalmente às gravações não autorizadas pelo artista ou detentor de direitos, ou seja, piratas, de sessões de gravação em estúdio ou de um concerto ao vivo. Pelo seu estatuto não oficial esses registos eram normalmente raros. De início começaram por ser copiadas e trocadas entre fãs de artistas sem qualquer tipo de transacção monetária, sob a forma das tradicionais cassetes. Com o tempo, essas gravações foram adquirindo um valor financeiro elevado, podendo facilmente atingir um montante bastante elevado nas feiras de usados e nas lojas de discos em segunda mão.

Avançando rapidamente dos anos 60 e 70 para o século XXI: com a introdução do MP3, do Napster e de outras redes P2P que oferecem uma abundância fabulosa de sons em formato digital, assistimos a uma alteração radical do significado de bootleg, A partir daqui bootleg começa a ser também sinónimo de mashup e de bastard Pop, isto é, a remistura ou colagem de sons provenientes de duas ou mais músicas para criar uma terceira, uma espécie de híbrido.

No documentário francês Bootleg.com realizado por Valérie Riffard em 2006 mas só agora disponiblizado online, podemos assistir durante pouco mais de 19 minutos a um retrato da cultura do mashup que nos mostra como é que este artefacto cultural é produzido e como são as festas da “cena” underground de São Francisco e Paris. O vídeo integra também os testemunhos de alguns dos mais reputados mashupers internacionais como Party Ben e A+D e os franceses Loo & Placido, Dionysos e Stupeflip.
(via Nerdcore)
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