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Clear Channel processada por forçar aumentos nos preços dos bilhetes para concertos Publicado 25 Out 07

Dizer que os preços dos concertos têm vindo a subir já não é novidade. Com as vendas dos CDs a descerem vertiginosamente o negócio da música tem vindo a compensar as perdas de receitas com aquilo que não pode ser digitalizado: a experiência do contacto directo com os artistas. Por outro lado, a apetência pelos concertos ao vivo por parte dos fãs de música tem sido muito útil às grandes promotoras de espectáculos.

Nos Estados Unidos, um juiz decidiu na terça-feira que a gigante Clear Channel terá de sujeitar-se a um processo desencadeado por uma acção legal em nome colectivo - class action - que a acusa de abuso de posição dominante para inflacionar os preços dos bilhetes e impedir a concorrência. Recorde-se que a Live Nation, a promotora de espectáculos que assinou o famoso contrato de 120 milhões de dólares com Madonna, foi criada em 2005 a partir de um spin-off de uma divisão da Clear Channel.

Tendo em conta que este conglomerado multimédia possui 1200 estações de rádio nos EUA - em comparação com apenas 43 em 1995 -, os queixosos dizem que a Clear Channel obrigou os artistas a recorrer aos seus serviços de promoção e organização de digressões sob pena das suas músicas não passarem em nenhuma rádio.

Uma vez que a rádio continua a ser o meio mais eficaz de marketing para os artistas promoverem os seus concertos e que a Clear Channel beneficia de uma posição quase monopolista, esta empresa pode impedir que as músicas dos artistas que recorram a outras promotoras passem na rádio. Graças a este controlo, ela aproveita também para aumentar o preço dos seus serviços e das entradas para os concertos.

As queixas apresentam ainda dados comparativos que indicam que desde 1998 até hoje o preço médio dos bilhetes aumentou 61 por cento ao passo que o índice médio de preços no consumidor subiu 13 por cento nos EUA. As acções legais foram instauradas por consumidores residentes em 23 regiões diferentes dos EUA que compraram bilhetes para concertos rock da Clear Channel ou das suas subsidiária relativos a artistas como Madonna, Bruce Springsteen, Eric Clapton, Billy Joel, Elvis Costello e The Who.

O juiz certificou cinco regiões - Chicago, Denver, Nova Inglaterra, Nova Iorque/Nova Jersey, Colorado e Sul da Califórnia - pelo que todos os consumidores que compraram entradas para concertos nestas regiões depois de 19 de Junho de 1998 poderão exigir indemnizações. Este processo explica assim porque é que a Live Nation conseguiu desembolsar uma quantia tão avultada para “agarrar” uma super-estrela como Madonna: cobrando balúrdios aos seus clientes…

(via Coolfer)

Nota: a imagem que acompanha este post está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e foi tirada por blythe_d.

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