Ao contrário da mensagem transmitida pela indústria discográfica de que as pessoas só querem é “sacar” de borla, os utilizadores de redes P2P que descarregam músicas aceitam pagar uma quantia razoável por mês para terem acesso a toda a música que quiserem e copiá-la para os seus computadores e discos rígidos. E existem dados estatísticos que o comprovam.
A empresa britânica Media Services Provider (MSP) lançou recentemente uma versão beta do seu novo serviço Playlouder que incorpora uma oferta legal de downloads, streaming e partilha “ilimitada” de música juntamente com uma ligação de banda larga à Internet de 8 Mbps com um custo de 18 libras (cerca de 26 euros mensais). Até agora, contudo, apenas a EMI e a Sony BMG deram a bênção ao novo serviço, com a condição de que as suas músicas fossem “protegidas” com DRM. Acesso ilimitado ponto e vírgula…
De modo a descobrir qual o grau de receptividade do seu serviço junto dos fãs de música, a MSP encomendou um estudo de mercado à EMR. Dos 800 britânicos inquiridos 75% afirmou que o Playlouder era uma grande ideia, 61% que era uma oferta inovadora e 32% que estavam à espera que aparecesse um serviço como este.
O que me chamou mais à atenção foi o facto de que dentro do grupo daqueles que achavam a oferta aliciante 25% afirmou comprar regularmente CDs, DVDs, bilhetes para concertos e merchandising de bandas a partir da Internet. Quando questionados sobre o montante que estavam dispostos a desembolsar por mês, a maioria respondeu que 10 libras (14,30 euros) era um valor razoável. Partindo do princípio que a amostra de 800 pessoas é representativa de um universo de dois milhões de clientes de ISPs no Reino Unido, isto daria no total a bela quantia de 250 milhões de libras (360 milhões de euros) de receitas por ano.
Por último, um dado que pode ser bastante útil aos ISPs portugueses à procura de novos cliente: 70 por cento respondeu que iria considerar trocar de fornecedor de acesso à Internet para beneficiar de um serviço semelhante. Estes números são todos muito bonitos, mas o que é facto é que se trata de um estudo directamente financiado por uma parte interessada no assunto. Por outro lado, o documento não acrescenta quaisquer detalhes relativos à metodologia do inquérito.
(via P2P Blog)
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Fãs de música britânicos dispostos a pagar 14 euros por mês por tarifa plana http://tinyurl.com/27n8je