A história da conturbada relação entre Michael Robertson com as quatro grandes editoras discográficas parece um concurso para determinar quem é que é mais teimoso que o outro. Em 2000 as majors processaram o site MP3.com de Robertson devido ao serviço MyMP3 que permitia que os utilizadores transferissem a sua música para os servidores da empresa e as reproduzissem onde quer que estivessem.
Embora o serviço exigisse a apresentação de um CD para demonstrar que tinhamos direito a aceder às faixas através da Internet, as quatro grandes concluíram mesmo assim que se tratava de uma cópia não autorizada, logo, uma infracção ao copyright. No final, Robertson optou por pagar 100 milhões de dólares para resolver “amigavelmente” o litígio. Hoje em dia, o site pertence à CNET e não tem nada a ver com a filosofia inicial.
Há cerca de dois anos, este empreendedor por excelência que até já criou uma distribuição para o Linux chamada Linspire (ex-Lindows) para concorrer com o Windows voltou a apostar no sector da música online, desta feita através da empresa MP3 Tunes, responsável pelo serviço MP3tunes.com, que para além de oferecer exactamente a mesma funcionalidade básica de “cacifo” online de música para quem gosta de escutar todas as suas faixas favoritas em todo o lado, efectua ainda a cópia automática de downloads adquiridos no iTunes para a conta do utilizador no servidor. Outro serviço da companhia é o SideLoad.com, que indexa MP3 grátis na Internet e permite que os utilizadores os transfiram para os “cacifos” online. O Anywhere.CD era também outro serviço da MP3 Tunes. Ali podia-se comprar directamente MP3 sem DRM e CDs em grande parte pertencentes a editoras independentes.
Acontece que a EMI acha que isso é fruta a mais e acusa Robertson de estar a facilitar a transferência e o armazenamento não autorizado das obras no seu catálogo através do MP3tunes.com e do SideLoad.com num processo instaurado num tribunal de Manhattan em nome da major e de várias filiais suas. Convém também lembrar que o fracasso do Anywhere.CD ficou em muito a dever-se ao processo instaurado pela Warner Music. Robertson não se fez rogado e desencadeou outra acção-legal contra a major. As partes acabaram por entrar em acordo mas por essa altura o serviço já estava ferido de morte. Quem quer lançar uma empresa de Música 2.0 tem que armar-se definitivamente de uma boa equipa legal…
Nota: a imagem que acompanha este post está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e foi tirada por jdlasica.
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Olá,
Um pouco à parte do conteúdo deste post mas… sou um leitor assíduo por RSS deste blog (os meus parabéns já agora, e o desejo de continuar a ter noticias aqui por muito mais tempo). E queria só fazer uma pergunta: a mudança gráfica é para ficar?
Acho estranho este blog em Azul… parece-me mais impessoal e frio assim.
Faz-me lembrar alguns blogs de marketing manhosos que já li.
E mesmo o banner lá de cima não era mais trabalhado? Ou foi só aquele azul que lixou tudo?
Outro pormenorzito, também tá aí algum texto assim um bocado mal justificado, ou se calhar justificado demais em vez de alinhado à esquerda… não sei bem…
Grafismo antigo do remixtures.com volta, tás perdoado!!
A história repete-se: Editora processa Michael Robertson http://tinyurl.com/3cdzdu
Caro Xiken,
De momento é o que se pode arranjar. Desde sábado à noite até à madrugada de terça-feira a rede TubarãoEsquilo teve alguns problemas. Este blog esteve completamente inacessível durante esse tempo todo. As coisas poderiam ter corrido bem pior. Felizmente que tudo se está a resolver e espero daruma cara nova ao Remixtures nos próximos dias. Mas o principal é que não haja falta de actualizações porque o que é importante são os conteúdos e não as imagens
Nem mais!
Actualizações é o que se quer!! Continuações de bom trabalho!!