Depois da proliferação de inúmeros sites falsos de recolha de fundos lançados por charlatães no intuito de enganar os antigos utilizadores do OiNK a contribuirem monetariamente, surgiu finalmente uma campanha oficial de doações.
Alan Ellis, o administrador e proprietário do tracker de BitTorrent especializado em música que foi encerrado a 23 de Outubro a mando da indústria discográfica, aproveitou a reapropriação do domínio Oink.cd para anunciar que foi criada uma conta Paypal para angariar dinheiro destinado a pagar as despesas judiciais que o processo irá provavelmente acarretar. O site oficial da campanha pode ser acedido a partir do endereço SaveOink.com (via TorrentFreak). Como Alan explica:
Apesar da conta não estar em meu nome (não pode estar), ela está em nome de alguém que eu confio.
(…)
Se por alguma razão, o fundo acabar por vir a ser desnecessário ou se se recolher mais do que o que for necessário, ele será dado a uma instituição defensora dos direitos dos animais.
A propósito do OiNK, um antigo membro do OiNK com o pseudónimo de Indieana lançou um script do greasemonkey – uma extensão para o Firefox para personalizar o layout de uma página da Web – que permite pesquisar por torrents (e não só) de novos artistas. Concebido inicialmente de propósito para o mítico tracker de música, o OinkPlus foi agora modificado para funcionar com o Mininova, Pirate Bay, STmusic, FunkyTorrents, What.cd, Libble e Waffles.fm.
A partir da página dos detalhes do disco no tracker, podemos encontrar uma lista de torrents de artistas semelhantes disponíveis no mesmo site, a biografia da banda ou artista, leitores do Last.fm, MySpace, bem como ligações para informação adicional na Wikipedia, Amazon, Hype Machine, Pandora, etc. Para os utilizadores de Mac, o OinkPlus pode também ser utilizado com o Safari graças à extensão GreaseKit.
Ainda sobre o OiNK, Jon Newton do P2Pnet.net decidiu entrevistar ErIc Garland, director executivo da empresa BigChampagne que tem desenvolvido vários estudos de mercado sobre os conteúdos mais partilhados nas redes P2P, de modo a saber qual o grau de risco que os utilizadores do OiNK correm de serem perseguidos pelas autoridades. A sua resposta:
Não, não penso que um utilizador individual do OiNK deva recear mais do que qualquer uploader regular. Como em todos os casos, a investigação – e já nem falo sequer na acusação – criminal conduzida a pedido do negócio de entretenimento depende de uma série de outras condições (navegação remota activada, recurso a uma ligação à Internet que esteja registada em teu nome, partilhar um título em que eles possam estar interessados naquele preciso momento, etc, etc, etc).
Penso que o que a história do OiNK demonstra (pela centésima vez) é a notável persistência dessas comunidades e a existência inegável dessas tecnologias e a sua subsistência.
Nem mais!
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