Cartoon goza com neo-luddismo de Doug Morris, o patrão da Universal

by Miguel Caetano on Novembro 30, 2007

No início desta semana dei aqui conta de um artigo da revista Wired em que Douglas Morris, o director executivo da Universal Music confessava que as grandes editoras discográficas não sabiam o que fazer na altura em que o Napster e o formato MP3 começaram a revolucionar os hábitos musicais dos fãs de música de todo o mundo. Apesar de alguns profissionais de tecnologia que trabalhavam na indústria por alturas do final do milénio terem depois esclarecido que a história não estava bem contada, não tardou muito para que surgisse um cartoon a gozar com o neo-ludismo de Doug Morris. Os desenhos são da autoria de Joel Watson e pertencem ao mais recente número do webcomic Hijinks Ensue. A tradução para português já a seguir:

Doug Morris, você é um homem branco, gordo e rico, bem como o director executivo da Universal. O fenómeno do Napster deu-se em 1999. Porque é que apenas agora, quase uma década depois, é que você está a tentar – sem êxito – entrar no negócio da distribuição digital de música?

Quando os Napsters roubaram todas as músicas nós não sabíamos como fazer para que elas voltassem, procurámos no celeiro, por detrás da retrete ao ar livre e na oficina do sapateiro… Até mesmo debaixo das saias das nossas mulheres! Foi horrível! Para onde é que as músicas foram? Onde é que fica a Internet? Nunca conseguimos encontrar nenhuma das duas.

Porque é que não contratam alguém que consiga aproximar a Universal da era digital?

Quem é que haveríamos de contratar? Astronautas? Chineses? Duendes? Algum tipo de autómato jogador de xadrez alimentado a vapor? A Internet podia estar cheia de ursos pardos com motoserras em vez de mãos. Não faço ideia! Vocês, miúdos, com os vossos helicópteros autogiros, os vossos óculos bifocais e diferenciais eléctricos vieram baralhar tudo! Quando eu era rapaz, os discos de música eram grelhados juntamente com talhos de 27 quilos de bife! Só podíamos ouvir marchas do (John Philip) Souza e dávamo-nos por satisfeitos com apenas isso.

(via Listening Post)

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