A capacidade do iPod não pára de aumentar e as nossas bibliotecas de música são cada vez maiores, tão grandes que o apetite dos apreciadores de música não dá sinais de se satisfazer com o modelo das faixas individuais em que assentam as lojas online de hoje em dia. É aliás, talvez por essa série de factores que as editoras discográficas começam a apoiar a ideia de um serviço de subscrição mensal para downloads ilimitados. Aqui coloca-se a questão de saber como é que os utilizadores poderão organizar as suas bibliotecas gigantescas e encontrar música nova adequada ao seu gosto pessoal.
Pandora e Last.fm são dois dos serviços de recomendação de música mais conhecidos. Enquanto o primeiro recorre a uma abordagem centrada na correspondência dos atributos musicais, o segundo emprega um tipo de filtragem colaborativa. Mas será que é possivel melhorar os algoritmos de similaridade de música já disponíveis? A Sun acredita que sim e prepara-se para lançar dentro de alguns meses uma tecnologia de código fonte aberto totalmente automatizada de recomendação de música.
Desenvolvida no âmbito do projecto Search Inside the Music (“Pesquisa Dentro da Música”) liderado por Paul Lamere do Sun Labs, a tecnologia pesquisa por música através do seu conteúdo e contexto de acordo com propriedades como frequência, ritmo, semelhança acústica, ambiente, intrumentos, letra, tema musical, melodia, etc. Para tal, recorre a mecanismos de inteligência artificial e tecnologia de reconhecimento de voz.
Outro aspecto interessante é que a Sun pretende recorrer a um sistema de etiquetas (tags) com qualificativos descritivos como “indie“, “rock“, “90s“, “fun” (engraçada), “classic rock“, “fast” (rápida) e outros. Ao contrário do que acontece no Last.fm em que são os próprios utilizadors que atribuem etiquetas às músicas – o que torna possível abusar do sistema para promover determinadas bandas – no caso da Sun, as etiquetas resultam de uma recolha na Web em críticas, letras, blogs de música, sites de favoritos, biografias dos artistas, etc. Toda esta informação é incorporada num motor de pesquisa que disponibiliza links para vídeos, imagens e datas de concertos. Bastante interessante parecem ser as ferramentas de visualização 3D para navegar por entre grandes colecções de música, como se pode ver na imagem que acompanha este post. Estou ansioso para ver como irá funcionar na prática.
(via Emerging Technology Trends)
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