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Remix.nin.com no ar: Trent Reznor manda Universal dar uma curva Publicado 29 Nov 07

“Por vezes tens que dizer… ‘que se lixe.’ O site de remisturas já abriu! Divirtam-se.” Foi assim que Trent Reznor anunciou ontem o lançamento do remix.nin.com, uma comunidade de conteúdos gerados pelos utilizadores que permite que os fãs da banda publiquem as suas próprias remisturas a partir dos ficheiros multipista dos originais e descarreguem os MP3 das contribuições dos outros, mediante registo.

O site esteve envolto numa polémica devido às reticências da Universal Music, empresa-mãe da Interscope Records - antiga editora dos Nine Inch Nails que detém todos os direitos fonográficos relativos a Year Zero, o último álbum da banda - em dar o seu aval ao projecto e alojá-lo nos seus servidores com o receio de estar a facilitar a violação de direitos de autor.Os advogados da Universal consideravam que o site poderia consistir uma vulnerabilidade no contexto das suas disputas legais com o MySpace, na medida em que existia a possibilidade de os fãs utilizarem para as suas remisturas excertos de outras obras protegidas por direitos de autor. Daí que Reznor tenha optado por suspender a abertura oficial do remix.nin.com.

Com este gesto, o frontman dos Nine Inch Nails assume o risco de alojar o projecto em nome próprio. Mas será que a nova comunidade de fãs dos NIN poderá despoletar a massificação da tendência da música gerada pelos utilizadores, tal como o YouTube representou em 2006? Ainda é muito cedo para dizer e a verdade é que já existem vários portais para a produção colaborativa de remisturas (CCMixter, Splice Music, JamGlue, Kompoz) e até agora a prática não se generalizou.

Por outro lado, há também que ter em conta que o remix.nin.com ainda se encontra numa fase de evolução bastante inicial. Por exemplo, apesar de o navegador que eles aconselham ser o Firefox no meu caso pessoal encontrei vários problemas quando tentei aceder a partir da versão para o Ubuntu Linux, pelo que fui na prática obrigado a fazer reboot para o Windows.

Em termos estéticos, o design do site enquadra-se dentro dos ambientes escuros, sinistros e industriais que costumamos associar ao imaginário de Reznor e dos Nine Inch Nails. A navegação do site encontra-se toda centrada numa única página, o que dá bastante jeito. Os utilizadores podem escolher entre várias playlists (as mais tocadas, as mais recentes, as mais bem classificadas, etc.). A reprodução é contínua, pelo que não há necessidade de clicar no ícone de play - tal como num leitor de música normal. Pode-se ainda criar perfis, classificar as remisturas, guardar playlists, fazer comentários, aceder a feeds e podcasts, etc.

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