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Sites privados de FTP na Polónia e Hungria alvo de ataques anti-pirataria Publicado 13 Nov 07

Os grupos da “scene” que se dedicam a fazer chegar novos CDs, filmes, programas e videojogos às redes P2P - de preferência antes que eles cheguem às lojas - têm tido a vida dificultada. Estes colectivos de releases de novos conteúdos recorrem frequentemente a sites de FTP (Protocolo de Transferência de Ficheiros) com maior largura de banda - logo, maior velocidade de transferência de dados - que utilizam rigorosos sistemas de segurança baseados na tecnologia de SSL (Secure Socket Layer). Os mais recentes episódios de ataques organizados pelas autoridades registaram-se em dois países da Europa do Leste: Polónia e Hungria.

No caso da Polónia, a polícia local encerrou na quinta-feira passada, dia 8, o HPN, um servidor que era utilizado para distribuir ilegalmente álbuns na Internet antes da sua data oficial de lançamento. No âmbito da operação que teve lugar na Universidade Técnica de Wroclaw, as autoridades locais fizeram uma busca à casa do administrador do site e apreenderam seis servidores com 37 discos rígidos representando um total de 12 Terabytes de espaço. Foram ainda detidas duas pessoas que estão a “ajudar” a investigação policial, segundo as palavras da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). Na altura do seu fecho, o servidor alojava mais de 11 mil álbuns em formato MP3 e discos promocionais que podiam ser livremente descarregados pelos utilizadores.

Esta acção da da Divisão de Crimes Económicos da Polícia de Wroclaw teve como base informação fornecida pela IFPI, a associação da indústria discográfica polaca ZPAV e o grupo de anti-pirataria FOTA.

Hungria: cerca de 100 servidores encerrados

Mais pesada foi definitivamente a acção que decorreu no mesmo dia na Hungria, um país que até agora parecia ser relativamente seguro no que se refere à partilha de ficheiros e ao P2P. À volta de 89 agentes da polícia húngara realizaram operações em seis diferentes locais da capital Budapeste, das quais resultaram no fecho e apreensão de cerca de 100 servidores, incluindo sites da scene, trackers privados de BitTorrent e fóruns de warez (software pirata) - no entanto, de acordo com o TorrentFreak o verdadeiro número deve rondar os 30. Entre os sites afectados encontra-se o bitHumen - o maior e mais popular tracker húngaro com cerca de 30 mil utilizadores registados -, bem como os tracker Bitlove, Moobs, para além do site de “releases” nCore e de vários outros sites privados de FTP relacionados com a “scene”.

A operação foi efectuada por uma série de organizações anti-pirataria húngaras como a AZVA, BSA e Pro-Art. Apesar de muitos administradores terem suspendido temporariamente os seus sites por medida de precaução, a maior parte deles já voltaram outra vez a estar disponíveis - tal como já vem sendo habitual em casos de apreensões de servidores utilizados para a partilha de ficheiros. O problema nesta história é que muitos sites completamente inofensivos e legais também foram afectados, entre eles a rede social IWIW.

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1 resposta a “Sites privados de FTP na Polónia e Hungria alvo de ataques anti-pirataria” :

  1. [...] na internet, para citar uns poucos exemplos, entre muitos: França , Italia , Canadá , Alemanha , Polonia e Hungria e também no Brasil. A revolução digitais feriu fortemente os grupos da escassez. Mas a [...]

    Comentário de CIBERCRÍTICA » Blog Archive » A violenta guerra da escassez contra o excesso em 26 Ago 08 06:59.
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