A rede social e serviço online de streaming de música e vídeos Imeem acaba de completar o leque das quatro maiores editoras discográficas do mundo ao assinar um acordo de licenciamento de conteúdos com a Universal Music.
Deste modo, os cerca de 19 milhões de utilizadores registados do Imeem poderão partilhar legalmente mais de cinco milhões de músicas. Em troca da cedência dos direitos de utilização, a Universal Music irá receber uma percentagem das receitas geradas pela publicidade. Quanto mais as músicas da Universal forem tocadas, mais dinheiro a etiqueta irá receber.
Não deixa, contudo, de ser estranho que a Universal tenha uma política de “dois pesos, duas medidas” em relação aos sites de redes sociais, uma vez que se descobriu recentemente que a Universal adoptou há cerca de seis meses uma política que obriga os seus artistas a restringirem o streaming de músicas no MySpace a excertos de 90 segundos em lugar das faixas completas. Para além disso, a editora de Doug Morris continua empenhada num conflito legal com o site da News Corp. de Rupert Murdoch.
Seja como for, com este acordo o Imeem tornou-se o único serviço de música financiado por publicidade – tanto de streaming, como de download – que tem o aval das quatro grandes majors. E ao incluir cerca de cinco milhões de faixas, a rede social quase que atinge a loja online do iTunes, com as suas seis milhões de músicas, com a vantagem de oferecer música de borla.
Mas se os utilizadores podem fazer o upload de MP3 no Imeem sem qualquer problema, não estará a indústria discográfica a legitimar de certa forma o P2P? Digo isto porque a maioria das músicas carregadas no site devem ter uma origem “ilegal” que não condiz lá muito bem com o estatuto de “idoneidade” concedido ao Imeem. Sendo assim, porque é que as majors não podem fazer acordos semelhantes com o Pirate Bay e o Mininova? Talvez porque a hipocrisia e a sede de controlo seja maior do que a abertura ao novo ambiente digital…
(via del.icio.us/minoru_yokoo)
Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e foi tirada por manu contreras.
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