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Receitas geradas pelos concertos poderão ultrapassar vendas de gravações de música Publicado 3 Dez 07

Os sinais são aparentemente contraditórios. Enquanto que de um lado a gigante norte-americana de promoção de concertos Live Nation parece estar a chegar à conclusão de que o negócio dos espectáculos ao vivo não é suficiente para continuar a crescer um novo estudo diz que as receitas geradas pela música ao vivo poderão vir a ultrapassar as vendas de gravações de música nos próximos três anos.

Segundo o Wall Street Journal, a Live Nation está a tentar diminuir a dependência das actuações em grandes anfiteatros abertos de modo a evitar a descida das receitas durante os meses de inverno, tendo em conta as condições físicas deste tipo de recintos. Para tal, a subsidiária da Clear Channel pretende apostar em salas de pequena e média dimensão e passar a vender directamente os bilhetes para os concertos, uma função que deverá assumir a partir do final de 2008, quando o contrato com a Ticketmaster expirar.

Por último, outra forma adicional de aumentar as receitas passa por começar também a vender merchandising. O primeiro grande passo neste sentido foi recentemente dado pela companhia através da aquisição da Signatures Network - uma das maiores empresas de venda de camisolas - no valor de 79 milhões de dólares (53,60 milhões de euros). Para a Live Nation esta reestruturação do seu modelo de negócios é bastante urgente na medida em que as suas acções desceram 34 por cento ao longo do último ano, situando-se actualmente nos cerca de 13,60 dólares (9,20 euros).

Mas se estes indicadores não são propriamente muito optimistas para o negócio da música ao vivo, o cenário global parece apontar num sentido inverso. Esta é pelo menos a conclusão do economista Will Page da MCPS-PRS Alliance, uma sociedade de gestão de direitos de autor britânica que representa os interesses de compositores e editores de música que prevê que as receitas geradas pelos concertos venham a ultrapassar as geradas com as gravações de música, caso as tendências actuais se mantenham.

Num estudo publicado na mais recente edição da newsletter da Music Ally (apenas acessível a suscritores), Page avisa contudo “um número insuficiente de dados faz com que seja quase impossível tentar atribuir um valor financeiro ao sector de música ao vivo”. Apesar disso, acrescenta, “se estas tendências actuais continuarem (e isto é um grande ‘SE’)” a música ao vivo irá tornar-se uma indústria de maior dimensão que o sector do disco na Grã-Bretanha “dentro dos próximos três anos.”

Valha a verdade que para a esmagadora maioria das bandas de pequena e média dimensão o dinheiro com origem nas digressões sempre representou maiores ganhos que o dinheiro obtido com a percentagem das vendas dos discos.

Nota: a imagem que acompanha este post está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e foi tirada por Ian Wilson.

(via Listening Post)

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Algumas respostas a “Receitas geradas pelos concertos poderão ultrapassar vendas de gravações de música” :

  1. [...] assegurarem a suas sobrevivência consiste em apostar nos contratos de 360 graus, na medida em que os concertos estão a abarrotar e os números do negócio de merchandising estão igualmente a subir. 50 Cent não explica é o que [...]

    Comentário de 50 Cent, o amigo dos "piratas": das mixtapes ao P2P | Remixtures em 9 Dez 07 23:54.
  2. [...] economista da sociedade britânica de cobrança de direitos de autor MCPS-PRS Alliance e nosso já velho conhecido, em conjunto com David Touve, um estudante de doutoramento na Universidade de [...]

    Comentário de Indústria discográfica quer mais dinheiro das startups | Remixtures em 26 Mai 08 01:09.
  3. [...] previsão corrobora aliás o prognóstico do economista Will Page da sociedade britânica de cobrança de direitos de autor MCPS-PRS Alliance [...]

    Comentário de Mercado global da música: “São os concertos, estúpido!” | Remixtures em 11 Set 08 17:29.
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