
Pensavam as operadoras de telemóveis, as empresas de conteúdos móveis como a Jamba e as editoras discográficas que os telemóveis eram um autêntico negócio da China em que facilmente se podia enganar os “otários” com a palavra grátis, que o dinheiro começaria a pingar mais tarde ou mais cedo. Estavam todas enganadas, inclusive eu.
De acordo com um estudo comparativo da M:Metrics, uma empresa de análise de mercados móveis, a principal fonte de música para os utilizadores de telemóveis são os seus PCs e os telemóveis de amigos e familiares e não os serviços legais de downloads. A pesquisa que abrangeu França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos revela que 83 por cento da música contida nos telemóveis é copiada ilegalmente.
Á excepção da Espanha e dos EUA, o número de utilizadores que partilham música com os amigos é superior ao dos que a descarregaram de uma loja de downloads. Em termos percentuais, a actividade de escutar música no telemóvel é mais popular na Espanha (20%) e no Reino Unido (18,9%). Os EUA são o país onde este hábito é menos comum (5,7%), embora sejam o país com maior número de ouvintes de música móvel em termos absolutos: 12.4 milhões.
Seria interessante, contudo, que fosse realizado um estudo semelhante em relação aos toques/ringtones de telemóveis propriamente ditos. Creio que aí a situação é completamente inversa. Muitos “otários” ainda vão na conversa da publicidade enganosa espalhada por todos os cantos. A única solução é fazer como o Carlos Cardoso recomenda no MeioBit e ensinar esses utilizadores a fazerem eles próprios os seus toques a partir de CDs e MP3s. Porque é todo um modelo de negócio artificial assente em cobrar mais por conteúdos facilmente reproduzíveis e isso prejudica o consumidor e fã de música, já para não falar na relação de dependência que acaba por se estabelecer.
(via AliadoDigital)
Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC e foi tirada por 1000 watt dream
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