Last.fm “liberta” a música e ajuda artistas sem contrato

by Miguel Caetano on Janeiro 23, 2008

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Depois da aquisição da Last.fm pela CBS em Maio passado por 280 milhões de dólares, toda a gente estava á espera de algo em grande para a conferência de imprensa marcada para a manhã de hoje em Nova Iorque. Não se sabia era se iria ser uma má ou uma boa notícia.

Last.fm

Afinal não foi um serviço de vídeo misturado com uma rede social como o PaidContent prognosticou ontem, mas sim algo muito mais ansiosamente aguardado desde há muito por todos os fãs de música e artistas autopublicados.

A primeira grande novidade anunciada pelos co-fundadores da Last.fm Martin Stiksel e Felix Miller é que a partir de hoje vai passar a ser possível ouvir qualquer faixa do catálogo das quatro grandes editoras (Universal Music, Sony BMG, Warner Music e EMI), bem como de 150 mil outras etiquetas e artistas independentes, através de acordos com as distribuidoras digitais CD Baby, IODA e The Orchard.

Com um senão: é que apenas será possível reproduzir as músicas completas (qualidade MP3 de 128 Kbps) até três vezes. A partir daí irá surgir um aviso em que se solicita o utilizar a assinar um serviço de subscrição que irá oferecer o streaming de um número de ilimitado de faixas e recomendações de música semelhante.

Segundo o Listening Post, a Last.fm está também a negociar programas de afiliados com o iTunes, a Amazon e a 7Digital de forma a vender downloads. Tal como o serviço do Imeem, o programa será também financiado por publicidade.

Mesmo assim, já é um grande brinde tendo em conta que até agora só se podia ouvir excertos de 30 segundos e que o limite é facilmente contornado se o utilizador apagar os cookies do seu navegador ;-) Para além disso, com todos esses acordos de licenciamento assinados com as majors, a Last.fm vai passar a contar com 3,5 milhões de faixas O problema é que de início esta funcionalidade só vai estar disponível para os utilizadores dos EUA, Reino Unido e Alemanha. O resto do mundo fica mais uma vez a chuchar no dedo.

Outra novidade que será do agrado de muitas artistas autopublicados e que foi também mencionada no blog da equipa do Last.fm é que o site irá também começar a pagar royalties directamente às bandas e músicos sem contrato e que decidirem fazer o upload das suas músicas. Estes irão receber uma percentagem das receitas publicitárias por cada faixa tocada. Os termos do contrato deste novo programa podem ser lidos aqui (via Marcos Marado).

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