This page has been designed specifically for the printed screen. It may look different than the page you were viewing on the web.
Please recycle it when you're done reading.

The URI for this page is { http://remixtures.com }

MIDEM: patrão da Vivendi diz que DRM e CDs não vão acabar tão cedo Publicado 27 Jan 08

Jean-Bernard Lévy

Toda a gente da indústria da música que importa está concentrada este fim de semana na cidade francesa de Cannes para participar no MIDEM, o maior certame do sector.

O ponto alto de ontem foi uma sessão de perguntas e respostas ao director executivo da Vivendi Jean-Bernard Lévy. De acordo com o PaidContent, o patrão da empresa-mãe da Universal Music Group afirmou que aquela que é a maior companhia discográfica do mundo irá continuar agarrada às DRMs e outras tecnologias de protecção anti-cópia, pelo menos no que diz respeito aos serviços de música por subscrição e financiados por publicidade.

Apesar disso, Lévy nota que a sua companhia se encontra a testar modelos de negócio de música sem DRM. A Vivendi também acredita na possibilidade de alcançar uma arquitectura de DRM interoperável. Agora já sabemos de onde é que veio a inspiração para o conjunto de propostas recentemente apresentado pela Comissária Europeia Viviane Reding…

A postura optimista de Lévy face aos números cada vez mais negros relativos às vendas de CDs não deixa de ser irónica, para não dizer mais. Na sua opinião, o CD físico ainda tem vários anos de vida à sua frente:

Não estamos perante a migração de um formato físico para outro digital mas sim de uma transição para modelos de negócio bastante diversificados dos quais os CDs irão continuar a fazer parte. Não penso que nos próximos anos iremos assistir a uma eliminação total dos CDs.

Vê-se… Quando questionado pelo empresário dos U2 Paul Guiness acerca da possibilidade de os formatos lossless sem perda de qualidade de som como o FLAC se virem a tornar mais comuns, Lévy respondeu sem hesitações que os consumidores não estão interessados nesse tipo de oferta actualmente. Isso pode ser verdade para a grande maioria mas não para um importante nicho que está habituado a gastar mais dinheiro com música mas recorre habitualmente ao P2P por falta de alternativas de qualidade.

Evidenciando mais uma vez uma postura do tipo "a situação é tensa mas está sob controlo", o CEO da Vivendi terminou a sua conferência sublinhando que o cenário apocalíptico traçado por muitos dentro da indústria discográfica é bastante exagerado:

É claro que não está a correr tão bem assim, mas vejam o nosso desempenho: as nossas receitas não estão a descer, temos margens de lucro de dois digitos e não está assim tão mal como muitas pessoas dizem que está.

Em resumo, tudo está bem no reino da Dinarmarca… até à ruína final.

Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença rsepulveda.

Artigos relacionados:

Trackback URL
Deixe a sua opinião sobre este artigo: