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MusicPass.com da Sony obriga visita a loja física para comprar MP3 sem DRM Publicado 7 Jan 08

É oficial: A Sony vai vender música digital sem DRM. Ainda não se trata da confirmação oficial dos rumores que dão conta de que a Sony BMG vai passar a disponibilizar ficheiros MP3 na loja online da Amazon mas sim de uma primeira experiência offline que irá abranger uma série de retalhistas físicos na América do Norte. Como dei aqui conta há algumas semanas atrás, o serviço irá processar-se através de uma loja online própria, a MusicPass.com, que já está online.

Mas ao contrário do Connect, o serviço online da Sony de vendas de ficheiros de música com DRM que deverá ser descontinuado em Março, os consumidores não poderão descarregar directamente as faixas da Internet. Em vez disso e de acordo com o USA Today, terão que se dirigir a uma das 4500 lojas de cadeias de comércio a retalho como Best Buy, Target, f.y.e., Winn-Dizie, Fred’s para adquirir um cartão-brinde de plástico intitulados “Platinum MusicPass” por um preço recomendado de venda de 12,99 dólares. Só depois de introduzirem o código que acompanha cada cartão no MusicPass.com é que poderão descarregar o respectivo álbum associado ao cartão. Os cartões irão começar a ser distribuídos a partir de 15 de Janeiro.

Inicialmente, apenas estarão disponíveis cartões relativos a 37 álbuns de alguns dos artistas mais populares do catálogo da editora como Alicia Keys, Avril Lavigne, Bruce Springsteen, Céline Dion, Jennifer Lopez e Santana. Para além da versão digital do álbum, os cartões irão incluir faixas extra e um booklet digital - o que explica o facto do preço cobrado (12,99$) custar mais do que um álbum adquirido na loja da Amazon (8.99) ou no iTunes (9,99$).

Glenn Peoples do Coolfer considera que os cartões-brinde da Sony BMG poderão ser uma boa ideia para seduzir as pessoas que procuram oferecer presentes a outras mas que o custo é demasiado elevado em termos comparativos com o valor adicional que o formato CD oferece ao consumidor.

Mais significativo do que isso, penso que os cartões-brinde poderão ser o primeiro sinal de que as grandes editoras discográficas estão apostadas em acabar com o CD. E se dentro de dois a três anos ao entrarmos numa grande superfície comercial depararmos não com as tradicionais caixas contendo com rodelas de plástico lá dentro, mas sim cartões-brinde que em si não são nada mais do que meras representações de ficheiros intangíveis?

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