Pepsi dá mil milhões de músicas na loja de MP3 da Amazon

by Miguel Caetano on 15 de Janeiro de 2008

aqui tinha referido a promoção de música digital que a Pepsi e a Amazon estavam a preparar para as vésperas da Superbowl, a final do campeonato de futebol americano da NFL, mas agora surgiu finalmente a confirmação oficial.

A campanha com o nome de PepsiStuff terá início a 1 de Fevereiro e irá permitir que os consumidores norte-americanos da marca de refrigerantes coleccionem pontos disponíveis em mais de quatro mil milhões de produtos que podem ser redimidos como downloads grátis de música na loja de MP3 da Amazon, bem como consumíveis electrónicos, roupas, DVDs e CDs a partir do site da empresa de comércio electrónico.

No âmbito desta iniciativa que será promovida durante a Superbowl com um anúncio onde entrará Justin Timberlake (desta vez sem Janet Jackson ;-) serão oferecidas mais de mil milhões de músicas em formato MP3 sem DRM. Das quatro grandes editoras discográficas (Warner Music, Sony BMG, EMI e Universal Music) apenas a Universal optou por ficar de fora, apesar de ter licenciado o seu catálogo para o novo serviço da Amazon, supostamente devido a não ter concordado com o preço que o retalhista online está disposto a pagar por cada faixa às etiquetas nesta oferta: apenas 40 cêntimos de dólar face aos 65-70 cêntimos que a Amazon costuma pagar habitualmente.

Como nota Jeff Leeds no New York Times, esta não é a primeira vez que a Pepsi decidi oferecer downloads de música. A diferença é que em 2003 o iTunes foi o serviço escolhido e a oferta só incluía 100 milhões de faixas, todas protegidas com DRM. Depois de lermos a peça do NYT, ficamos também a saber que as grandes editoras pretendem complicar um pouco mais a vida a Steve Jobs, ao impedirem a venda de músicas sem DRM no iTunes – com excepção da EMI:

Um executivo sénior de outra companhia discográfica, que quis permanecer anónimo com receio de irritar o senhor Jobs, disse que ele estava preparado para continuar a aplicar restrições anti-cópia nas músicas da sua editora à venda no iTunes durante mais seis meses ou um ano para que a Amazon se possa estabelecer.

Mas será que isso está mesmo de facto a prejudicar as vendas do iTunes? O mais provável é que o consumidor típico do serviço da Apple nem saiba sequer que DRM é o acrónimo de Digital Rights Management (Gestão de Direitos Digitais) ou, pelo menos, se sabe não se importa muito com isso – o mesmo não se poderá dizer em relação a outras lojas de música online… Isto porque eles são quase de certeza proprietários de um iPod e nem sequer notam a diferença até ao dia em que tentam transferir as músicas para um telemóvel. O negócio da Apple são os iPods e quanto mais o mercado crescer melhor será para a carteira do senhor Jobs.

Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA e foi tirada por lukemontague.

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