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Reino Unido: downloads de música aumentam mas não disfarçam descida dos CDs Publicado 3 Jan 08

BPI

A indústria discográfica continua a tentar ocultar a autêntica sangria desatada que está a ocorrer nas vendas de música. No caso do Reino Unido, a BPI - a associação da indústria discográfica britânica - divulgou hoje um comunicado cheio de dados aparentemente animadores relativos ao mercado da música digital.

Segundo os números das editoras inglesas, venderam-se mais de três milhões de downloads legais durante a semana a seguir ao Natal, o que representa um crescimento superior a metade das vendas registadas na semana anterior e mais do dobro em relação a igual período de 2006. Uma vez que muitas pessoas devem ter recebido leitores MP3 novos pelo Natal, o mais provável é que muitos tenham optado por carregar os seus novos gadgets com músicas adquiridas legalmente. Outra explicação plausível é que os ingleses aderiram à moda de oferecer cartões-brinde do iTunes.

Esta súbita subida no final do ano fez subir as vendas totais de downloads legais durante o ano de 2007 para os 77,6 milhões - um aumento de 47,7 por cento em relação aos 52,5 milhões registados em 2006. Mas será mesmo que o cenário é tão cor-de-rosa como os responsáveis da BPI o pintam? Na realidade, este crescimento não é nada por aí além se tivermos que já no final do ano de 2006 os downloads pagos tinham crescido os mesmos 25 milhões registados agora.

Mas a pior desgraça para a indústria discográfica britânica é que as vendas de álbuns em CD desceram dez por cento no ano passado, o que é bastante significativo se tivermos em conta que os CDs ainda constituem 95 por cento do mercado das gravações de música no Reino Unido. Mesmo assim e apesar da BPI não adiantar números concretos, o rombo não foi tão grave como o que ocorreu nos Estados Unidos durante o período natalício em que as vendas desceram 21 por cento.

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