Parece que é desta! No início de Dezembro referi aqui uma notícia da Billboard segundo a qual que a Sony BMG se preparava para testar as águas na venda de música sem DRM. Agora a Business Week retoma a história e adianta mais pormenores. A promoção que se encontra actualmente a ser finalizada irá envolver Justin Timberlake, artista que possui um contrato com a Jive – uma das subsidiárias da Sony -, bem como outras super-estrelas ligadas á editora detida a meias pela Sony e pela Bertelsmann.

Tal como inicialmente previsto, deverá arrancar a 3 de Fevereiro, durante a Superbowl, a final do campeonato de futebol americano da NFL graças a uma campanha da Pepsi que irá distribuir mais de milhão de músicas grátis de todas as quatro grandes editoras discográficas – Sony BMG, Warner Music, Universal Music e EMI – através da loja de MP3 da Amazon.
Apesar de não haver confirmação oficial, o Hypebot assegura que a decisão já foi tomada no mês passado, citando fontes confidenciais que acrescentam ainda que o catálogo completo da Sony BMG estará disponível sem qualquer tipo de protecção antes do final do mês.
Esta notícia vem no seguimento de outra divulgada há cerca de duas semanas atrás segundo a qual a Sony BMG iria começar a distribuir cartões-brinde semelhantes aos do iTunes em algumas superfícies comerciais seleccionadas a um preço de 12,99 dólares e que dariam acesso a álbuns em formato MP3 através de uma loja online própria.
Se o rumor agora veiculado se confirmar, a morte da DRM estará assim oficialmente confirmada. Depois disso só fica a faltar que as editoras abandonem totalmente e de vez todo o tipo de medidas de protecção tecnológica, uma vez que nenhuma o fez ainda de facto. Quem fica a ganhar com isto vai ser muito provavelmente a Amazon, que passará a contar com o catálogo desprotegido de todas as quatro majors. Steve Jobs e a sua loja do iTunes que se cuidem pois o seu monopólio sobre o mercado da música digital parece estar a soçobrar a passos largos… Apesar de certos cépticos considerarem que as restrições impostas pelas DRMs não contribuíram até agora para as vendas fracas de música digital, a verdade é que existem dados que demonstram o contrário.
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