Yankee Group prognostica morte das editoras discográficas Publicado 10 Jan 08

O Yankee Group, uma empresa de estudos de mercado, acredita mesmo que “a ascensão da música digital representa o desaparecimento da editora discográfica”. Bem, lendo o comunicado verificamos que não se trata tanto do fim mas sim da marginalização da tradicional gravadora de discos.
Quem sairá beneficiado serão os artistas que estabelecerem relações directas com os seus fãs. Mais ainda, os analistas estimam que a indústria da música irá sofrer uma estabilização das receitas nos Estados Unidos ao longo dos próximos anos, apesar do crescimento no sector da música digital.
No fundo e na opinião do Yankee Group, será uma continuação da tendência que se tem vindo a registar desde 1999. Desde esse ano, quando as receitas da indústria discográfica norte-americana atingiram o pico de 14,6 mil milhões de dólares, ocorreu uma queda na ordem dos 25 por cento: em 2006, foram apenas de 11 mil milhões de dólares.
Se no final de 2007 as receitas da música digital cresceram para os 1,98 mil milhões de dólares, em 2012 esse montante deverá atingir os 5.34 mil milhões de dólares. Por essa altura, a música online – sobretudo os downloads pagos – irá representar 80 por cento das receitas. Em contrapartida, e embora se preveja que o mercado móvel – toques, etc. - cresça para mais de 266 milhões, apenas nove por cento dos utilizadores de telemóveis deverão utilizar os seus aparelhos como leitores de música portátil.
Embora esta previsão apenas se aplique ao mercado norte-americano – uma vez que a apetência dos utilizadores europeus (inclusive portugueses) por conteúdos móveis é um dado comprovado -, é provável que se possam tirar algumas ilações a este respeito para o contexto do mercado europeu. Será que o mercado dos toques de telemóveis irá crescer para sempre, dada a facilidade de converter um MP3 num ringtone? Há quem ache que não e os dados começam a demonstrá-lo.
No final, os analistas do Yankee Group deixam alguns conselhos, como adoptar tecnologia de marca de água digital em lugar das DRMs, tirar partido do poder dos consumidores de forma a transformá-los em canais de distribuição e concentrar os seus esforços no PC e não tanto nos telemóveis – esta apenas se aplica mais ao mercado norte-americano, está claro.
(via Hypebot)
Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e foi tirada por cindy47452.
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