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Artistas acusam editoras de terem ficado com dinheiro do processo do Napster Publicado 27 Fev 08

O Napster original, o pirata

Empresários de importantes estrelas da música Pop e Rock estão enfurecidos com as quatro grandes editoras discográficas: Universal Music, Warner Music, EMI e Sony BMG. Mais uma vez, o motivo está relacionado com o não pagamento dos direitos de autor. O dinheiro em concreto refere-se aos inúmeros acordos no âmbito de processos por violação de direitos de autor, segundo o New York Post.

De acordo com este jornal, nem um dos 270 milhões de dólares que a Universal Music, Warner Music e EMI conseguiram extorquir em compensações do Napster foi parar ao bolso dos artistas - a única major que não fez parte deste processo foi a Sony BMG; esta editora pertence à Bertelsmann, a empresa-mãe da Napster. O mesmo aconteceu com o dinheiro do KaZaa e do Bolt.com. Do mesmo modo, também o montante da percentagem sob as receitas da publicidade negociadas com a YouTube ficou por pagar. Mas agora a paciência dos empresários esgotou-se e estão a ponderar instaurar uma acção legal.

O artigo não adianta mais nomes em concreto senão os de John Branca - o advogado que representa Korn, Don Henley e os Rolling Stones, entre outros artistas - e Irving Azoff, empresário dos Eagles e Jewel, mas o aviso é para levar a sério. Do lado das editoras o atraso na entrega dos pagamentos é justificada com o facto dos patrões das majors ainda não terem decidido qual é a melhor forma de repartir o dinheiro.

Para além disso, as fontes anónimas contactadas pelo jornal referem que nem todos os artistas têm direito a serem compensados, sendo bastante provável que depois de descontadas as despesas legais venha a sobrar muito pouco para eles. Os artistas é que já não aturam mais desculpas e estão dispostos a tudo.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e pertence a *USB*.

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Algumas respostas a “Artistas acusam editoras de terem ficado com dinheiro do processo do Napster” :

  1. Quando será que eles vão abrir os olhos para os casos mais recentes? Por exemplo, o facto das majors terem feito acordos com o YouTube para não o processar, teoricamente por causa dos direitos de autor, mas declarar o dinheiro que encaixaram vindo do Google como “investimento”, pelo

    Comentário de Mind Booster Noori em 28 Fev 08 09:37.
  2. Quando será que eles vão abrir os olhos para os casos mais recentes? Por exemplo, o facto das majors terem feito acordos com o YouTube para não o processar, teoricamente por causa dos direitos de autor, mas declarar o dinheiro que encaixaram vindo do Google como “investimento”, pelo que o dinheiro nunca chega a quem efectivamente tem os direitos do autor… enfim, quem se deita na cama com o diabo…

    Comentário de Mind Booster Noori em 28 Fev 08 09:37.
  3. [...] Music e EMI por estas editoras se recusarem a distribuir os 270 milhões de dólares obtidos em acordos de compensação com o Napster, ontem surgiu mais uma notícia no CNET que dá conta de que muitos artistas se estão a queixar de [...]

    Comentário de Artistas querem saber do dinheiro da publicidade do YouTube | Remixtures em 8 Mar 08 00:04.
  4. [...] No fim de contas, tudo se resume a mais e mais dinheiro e não ao bem-estar dos criadores. As companhias discográficas processam startups acabadinhas de criar por jovens empreendedores apenas com o objectivo de ficarem com mais dinheiro, mesmo quando essas empresas ainda não dão lucros. Só que esse dinheiro que é normalmente cobrado em nome dos artistas acaba muitas vezes por não ir parar às mãos destes. Basta referir os exemplos do YouTube e do Napster. [...]

    Comentário de Indústria discográfica quer mais dinheiro das startups | Remixtures em 25 Mai 08 23:42.
  5. Os idiotas a princípio apoiam a atitude das gravadoras, caem na conversa dos advogados, criam um lobby infernal contra os cidadãos por causa de uns mp3, como consequênia colocam diversas pessoas na cadeia, no final não ganham o dinheiro que queriam, que acaba ficando nas mãos dos proprietários das gravadoras. Isso é uma tremenda injustiça, dinheiro é tudo nesse mundo, dinheiro acima de tudo e todos, acima de toda vida em nosso planeta!

    Viva o dinheiro, viva o copyright, viva os direitos de propriedade intelectual!

    Ironias à parte achei muito bom que esses “artistas” gananciosos entraram pelo cano.

    Comentário de Maycon Poletto em 27 Nov 08 01:35.
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