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Fair Trade Music - uma editora onde 100% das receitas das vendas vai para os artistas Publicado 20 Fev 08

fair trade music

Em Agosto deste ano falei aqui sobre a Fair Music (”Música Justa”), uma iniciativa apoiada pela UNESCO e pelo Conselho Europeu da Música que atribui um selo de aprovação aos projectos que possibilitam uma distribuição mais equitativa - logo justa - das receitas sobre as vendas a serem partilhadas entre os artistas e intermediários.

A filosofia deste projecto é fortemente inspirada nas regras de comércio justo e visa implementar um modelo de negócio totalmente oposto ao desenvolvido pelas grandes editoras discográficas que, graças ao controlo que estas detinham sobre os suportes de distribuição, conseguiram impor contratos com termos que desfavorecem fortemente os artistas. 

Lançada em 2006, a francesa Reshape Music é uma empresa que se pode dizer que incorpora totalmente esses princípios da música equitativa ou justa ao tirar partido das ferramentas da chamada Web 2.0 para conceder um maior direito de participação tanto aos consumidores como aos artistas. Enquanto que os primeiros podem escolher o preço que querem pagar pelo disco (preço mínimo de 6,69 euros na versão digital e 12,29 euros na versão em CD), os segundos têm direito a receber 50 por cento das receitas - tal como acontece com a Magnatune.

Se isto já parecia muito tendo em conta as actuais condições do mercado, a Reshape decidiu agora subir a parada com a Fair Trade Music, um agregador online de editoras de música equitativa que se compromete a distribuir 100 por cento do preço de cada compra para o bolso dos artistas.

Os responsáveis por esta plataforma online pretendem assegurar a sua sustentabilidade financeira totalmente apenas mediante o recurso a publicidade. Os artistas mais populares irão por sua vez receber também uma percentagem destas receitas. De momento, para além da Reshape Music fazem parte da Fair Trade Music as editoras Good Citizen Factory e I Need It Records. Eis os princípios em que a Fair Trade Music se baseia:

    • Uma dimensão económica num modelo repensado para os artistas e os profissionais da música e que garante em especial para os artistas uma maior remuneração
    • Uma dimensão social assente em parcerias com os artistas baseadas na confiança, partilha e transparência e não tanto em relações puramente financeiras e jurídicas.
    • Uma dimensão política para influenciar positivamente a indústria da música e sensibilizar o público em relação a novos valores na música e para a nossa sociedade

Em baixo podem ver uma entrevista com Jeff Caly, o fundador deste projecto:

(via Numerama)

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1 resposta a “Fair Trade Music - uma editora onde 100% das receitas das vendas vai para os artistas” :

  1. [...] Remixtures (es.) [20.02.2008] Fair Trade Music - uma editora onde 100% das receitas das vendas vai para os artistas “Em Agosto deste ano falei aqui sobre a Fair Music (”Música Justa”), uma iniciativa apoiada pela UNESCO e pelo Conselho Europeu da Música que atribui um selo de aprovação aos projectos que possibilitam uma distribuição mais equitativa - logo justa - das receitas sobre as vendas a serem partilhadas entre os artistas e intermediários…” (lire la suite) [...]

    Comentário de Fairtrade music » Archive du blog em 21 Fev 08 08:27.
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