Parece que a Web está recheada de redes sociais de música. Esta chama-se Guitarati e apresenta-nos um modelo de negócio inovador se bem que não propriamente muito vantajoso para o fã de música interessado em descobrir novos sons; nesta loja de música online são sobretudo os artistas que recebem mais vantagens, o que poderá ditar o fracasso do projecto. Eu explico porquê.
Em primeiro lugar, para ter acesso ao site e poder descarregar os MP3 com bit rate de 192 Kbps oferecidos pelas bandas, o utilizador precisa de desembolsar antecipadamente cinco dólares por uma espécie de um cartão pré-pago. Depois, se queremos saber se vale a pena ou não comprar as faixas temos que descontar um cêntimo desse cartão por cada vez que a escutarmos.
Ainda assim, se no final ficarmos mesmo interessados e acabarmos por comprar a faixa, teremos apenas que pagar o saldo resultante do preço de compra do ficheiro menos o montante relativo a cada audição. Isso significa que se o custo da canção for de 80 cêntimos mas nós a escutámos dez vezes antes de a comprarmos teremos que pagar 70 cêntimos.
Os artistas é que ficam a ganhar, pois para além de terem toda a liberdade de escolherem o preço eles acabam por ganhar 75 por cento do montante obtido tanto com as vendas de descarregamentos como com o streaming das faixas. Como podem ver, é um negócio demasiado bom para os artistas mas que no fim de contas acaba por prejudicar os ouvintes.
Uma particularidade interessante que o Guitarati promete – dado que neste momento ainda se encontra em modo beta privado – é uma ferramenta de descoberta musical por cores. Deste modo, tanto os artistas como os fãs poderão seleccionar cores a partir de uma paleta de vários tons e atribuí-las às músicas. Será que isto é suficiente para cativar o interesse das pessoas? Não me parece, até porque como a Mashable refere, um sistema destes é bastante subjectivo. Mas, quem sabe, talvez possa atrair algumas mentes mais espirituais/hippies.
Artigos relacionados:


