Last.fm cresce graças à música grátis Publicado 25 Fev 08

Se alguém duvida da capacidade da música grátis para fazer aumentar o afluxo de tráfego de um serviço online e por consequência gerar indirectamente mais receitas com a publicidade, convém que tome atenção aos mais recentes dados relativos à Last.fm.
Segundo os números divulgados pela CBS, a rede social de música registou um aumento de 59 por cento no número de utilizadores únicos e de 58 por cento no número total de visualizações de páginas ao longo do último mês nos Estados Unidos. Está claro que este crescimento não é em nada alheio ao lançamento do serviço de streaming de faixas completas nos EUA, Reino Unido e Alemanha no final de Janeiro.
Neste momento, a Last.fm conta com 21 milhões de utilizadores activos por mês em todo o globo. “O futuro está no grátis e isto é demonstrado não só pela crescente aceitação da indústria do que nós estamos a fazer, mas mais importante do que isso, pelo crescimento incrivelmente rápido do número de utilizadores que acedem à Last.fm desde que lançámos o serviço grátis-a-pedido”, referiu o co-fundador da Last.fm Martin Stiksel, segundo a Digital Music News.
A questão que importa é saber se o modelo do grátis é igualmente vantajoso para as editoras, artistas e outros detentores de direitos. Talvez não o seja directamente, mas os benefícios indirectos em termos de exposição e promoção são enormes. A informação adicional sobre os artistas que se encontra ao lado do leitor como vídeos, agendas de concertos, pode resultar em fontes adicionais de receita como vendas de bilhetes e discos.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e pertence a Max Howell.
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Já fui a concertos graças ao Last.fm, já comprei e já vendi albuns graças ao Last.fm… Para mim, mesmo que não muito, o Last.fm é bom também para as bandas e editoras - as que souberem aproveitá-lo.
Comentário de Mind Booster Noori em 25 Fev 08 16:55.Boas Miguel! O que pensas da last.fm transmitir em internet movel? Estando o iphone aberto a projectos de terceiros, nao seria muito dificil para a last.fm vender o seu novo servico de streaming-on-demand para os seus users que tenham iphone…
Comentário de Antonio Fernandes em 26 Fev 08 03:26.António,
acho que serviços como esses poderão ter uma grande adesão, não a curto prazo mas a médio-longo prazo. O iPhone ainda se encontra um pouco como o iPod em 2002. É preciso que venham modelos mais baratos e compatíveis com redes 3G. Creio que o dinheiro gerado com esse negócio poderá vir mesmo a ultrapassar a publicidade. O problema é que também existe a concorrência grátis de serviços como o Seeqpod
Comentário de Miguel Caetano em 26 Fev 08 09:20.Puxa, o Seeqpod passou-me mesmo ao lado. Parece-me bem interessante! Eu tambem tenho o “feeling” de que vai ser um negocio maior do que a publicidade.
Comentário de Antonio Fernandes em 27 Fev 08 01:41.