Microsoft quer ensinar direitos de autor a pequenos piratas Publicado 18 Fev 08

Que a maioria dos miúdos de hoje em dia não possuem grandes conhecimentos sobre o copyright/direitos de autor é algo que não surpreende se tivermos em conta que eles se habituaram a ter acesso grátis e imediato a milhares de músicas e filmes via P2P. Mesmo assim e porque é sempre bom ter dado concretos, um estudo recente realizado pela Microsoft junto de 501 estudantes do 7º ao 10º ano do sistema de ensino norte-americano revela alguns dados interessantes, entre os quais o facto da pequena percentagem de adolescentes que conhecem as leis de direitos de autor tender a descarregar ilegalmente conteúdos não autorizados da Internet do que aqueles que as desconhecem.
Segundo o estudo, 49 por cento dos adolescentes não estão familiarizados com as leis relacionadas com os downloads de imagens, filmes e músicas da Internet e apenas 11 por cento revelaram possuir um bom conhecimento da legislação. Comprovando que os miúdos sabem fazer a distinção entre copiar e roubar, somente menos de metade (48%) considera que os descarregamentos ilegais devem ser punidos. Em termos comparativos, 85 por cento referem que roubar um telemóvel, DVD ou CD constituem infracções que devem ser punidas; esse número chega mesmo a aumentar para os 90 por cento no caso do furto de uma bicicleta.
Foi justamente tendo em conta as conclusões deste estudo que apontam para uma forte importância da informação preventiva a respeito dos direitos de autor que a Microsoft aproveitou para lançar o MyBytes.com (notem o pormenor: são os MEUS Bytes e não “os teus” ou “os nossos”…), um site que faz parte de um programa pedagógico dirigido às escolas que se destina a incutir aos miúdos do ensino secundário a visão da gigante de software sobre a propriedade intelectual.
Mesmo assim e apesar da ausência de quaisquer referências às excepções ao direito de autor como domínio público e o uso justo é de louvar que o MyBytes incentive o upload e a remistura de músicas originais para a criação e partilha de toques de telemóveis grátis. No site pode-se também ler o testemunho de autores com uma perspectiva mais liberal sobre os direitos de autor e ver entrevistas em que adolescentes típicos falam sobre a partilha de ficheiros.
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