EMI consegue acordo de redução de custos com IFPI Publicado 10 Mar 08

Para alívio da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), a EMI informou hoje que irá permanecer como membro daquela organização de combate à pirataria. E foi mesmo a tempo, porque o ultimato imposto pela companhia discográfica no final de Dezembro já se estava a aproximar do prazo-limite estipulado de 31 de Março.
Em troca da manutenção da EMI na IFPI, a direcção desta última concordou numa diminuição das contribuições financeiras da EMI e das outras três grandes editoras discográficas: Universal Music, Warner Music e Sony BMG.
Na “carta confidencial” enviada ao presidente e director executivo da IFPI John Kennedy, o conselheiro geral da EMI Chris Ancliff ameaçou avançar com a sua resignação a 31 de Março caso “as negociações com as outras grandes editoras sobre a estrutura e o financiamento futuros da IFPI e dos órgãos nacionais representativos da indústria… não conduzam a uma solução” que vá de encontro aos seus interesses até lá.
Cada uma das quatro majors contribui com cerca de 132,1 milhões de dólares por ano para o orçamento da IFPI, RIAA, BPI e outras associações nacionais representantes da indústria discográfica.
Acontece que desde que a Terra Firma comprou a EMI, em Agosto passado que o novo patrão da editora Guy Hands tem tentado reduzir os rios de dinheiro desperdiçados pela empresa ao longo dos últimos anos.
O acordo agora alcançado vai justamente nesse sentido. Desconhece-se em concreto o valor dos cortes negociados, mas segundo o que um porta-voz da IFPI afirmou à Reuters, o acordo alcançado representa uma “redução razoável, sensata e apropriada do nosso orçamento”. Mas enquanto isso, o que é que acontecerá à RIAA, à BPI e à AFP? A hipótese de virem a ser integradas na IFPI não parece nada descabida.
Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e foi tirada por andrew stawarz
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