Facebook quer ter a sua própria loja de música online Publicado 6 Mar 08

A guerra pelo mercado da música no negócio das redes sociais está ao rubro. Na semana passada, o Facebook abriu uma nova secção de música que permite que as bandas criem as suas próprias páginas e coloquem aí músicas, imagens e vídeos. Entre as várias funcionalidades que essa secção oferece está a possibilidade dos artistas incluírem junto ao leitor de música um link para comprar as músicas na loja online do iTunes.
Mas a segunda rede social mais popular nos Estados Unidos não pretende limitar-se a funcionar como local de passagem para outras paragens, de acordo com um rumor posto a circular pela Billboard e pelo Financial Times segundo o qual o Facebook se encontra actualmente em negociações com responsáveis das principais companhias discográficas com vista ao lançamento de um serviço de música próprio destinado a concorrer com a suposta nova plataforma de música do rival MySpace.
Este boato surgiu pela primeira em Outubro do ano passado pela mão do PaidContent, mas já na altura os poucos detalhes revelados davam a indicar que se tratava mais de uma plataforma para bandas e artistas do que uma loja para fazer concorrência ao iTunes.
De facto, no mês seguinte o Facebook lançou um serviço de páginas para empresas e outras marcas que podem ser utilizados como ferramentas de marketing pelas bandas. Contudo, só com a nova secção de Música é que a rede social decidiu fazer uma aposta em grande no campo da música.
Tal como já é costume, os pormenores são também desta vez escassos. As peças apenas informam que deverá consistir essencialmente num serviço de streaming de música a pedido financiado por publicidade, com a opção de oferecer também à parte downloads pagos de MP3 sem DRM. As conversações entre o Facebook e as discográficas ainda mal começaram e nem sequer existe qualquer perspectiva de quando é que o serviço poderá de facto ser lançado.
Caso a proposta do Facebook venha de facto a ser aceite pelas majors, isso poderá colocar em risco a sustentabilidade de muitas das aplicações independentes disponíveis (o caso do iLike é o que mais salta à vista) na rede social que permitem descobrir, ouvir e até comprar música nova. Desta forma, a rede social poderá estar a minar todos os benefícios obtidos com a abertura da sua plataforma de desenvolvimento a terceiros. Quem é que terá interesse em desenvolver uma aplicação para um serviço que actua como um concorrente directo ao seu negócio?
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[...] vamos nós outra vez. No início de Março dei aqui conta do rumor que o Facebook, a rede social que mais tem crescido em todo o mundo, tinha [...]
Comentário de A fixação do Facebook pela música ataca de novo | Remixtures em 17 Out 08 20:23.