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Napster Mobile chega ao Reino Unido pela mão da O2 Publicado 18 Mar 08


Napster mobile

No último ano e meio, a Napster tem vindo a apostar em força no mercado da música móvel através de um plano de expansão pan-europeu que começou curiosamente em Portugal (através da TMN) e na Irlanda, em Dezembro de 2006. Daqui seguiu-se a Suiça em Junho de 2007 e a Itália em Janeiro deste ano.

Na sexta-feira passada, a Napster anunciou que irá passar a disponibilizar o seu serviço de música móvel - desenvolvido em parceria com a Ericsson - aos cerca de 18 milhões de clientes da O2, a operadora britânica detida pela espanhola Telefónica. Ao contrário do Omnifone Music Station, não se trata de uma oferta de downloads ilimitados mas da venda de descarregamentos individuais. O preço de cada faixa é de 99 pences (pouco menos de 1,30 euros) mas existe a possibilidade de adquirir cinco temas por apenas quatro libras (5,10 euros).

Comparativamente com o preço das faixas do iTunes britânico (79 pences, isto é, pouco mais que 1 euro), o custo de cada música proposto pela Napster Mobile é um pouco caro, ainda para mais porque a loja é incompatível com o iPhone, como podem ver pelo vídeo de cima da Reuters.

A grande vantagem para o utilizador-final é que a Napster compromete-se a entregar duas cópias: uma para o telefone (formato AAC de 64 Kbps ou AAC+ de 32 Kbps, dependendo do modelo) e outra para o computador pessoal (WMA de 192 Kbps). Mas neste caso não teria sido mais prático optar por um formato sem DRM? O que salva o serviço móvel da Napster é que o consumidor pode escolher por entre mais de cinco milhões de faixas. Nas palavras do analista da Jupiter Research Mark Mulligan trata-se de mais uma loja de downloads que não irá conseguir concorrer com a Apple. O mercado da música móvel só irá despontar em massa quando os serviços de subscrição de downloads ilimitados se começarem a generalizar.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-ND 2.0 e pertence a Andrés Milleiro Corleone.

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