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Música de prostituta do ex-Governador de Nova Iorque faz sucesso na Amie Street Publicado 14 Mar 08

Ashley Alexandra Dupré, uma prostituta que leva 1000$ à hora e

Desde há algumas semanas que a loja de música online Amie Street passou a contar com o catálogo de nomes famosos da música indie como Thom Yorke dos Radiohead e Cat Power, entre outros. As músicas são vendidas no formato MP3 sem DRM preços variáveis, dependendo da procura - isto é, do número de vezes que foram adquiridas. Assim, tanto é possível encontrar faixas a 0 cêntimos como a 98 cêntimos. Os artistas ficam com 70% das vendas.

Neste momento, por exemplo, as faixas do álbum Eraser de Thom Yorke podem ser adquiridas por um preço que varia os 89 e os 98 cêntimos. Já as músicas de Jukebox de Cat Power encontram-se à venda a um preço entre 68 e 76 cêntimos. Mas existe uma artista ilustre desconhecida de 22 anos que em menos de dois dias conseguiu atingir o valor máximo em apenas dois dias.

Ashley Alexandra Dupré, mais conhecida por Kristen, é a rapariga de 22 anos que provocou a queda do governador democrata do estado de de Nova Iorque Eliot Spitzer. Antes de o mundo ter ficado a saber que Spitzer requisitou os seus serviços de “acompanhamento” - que custam alegadamente mil dólares à hora -, a faixa “What We Want” custava 19 cêntimos. Agora, está nos 98 cêntimos.

Inspirada pelo sucesso, Alexandra Dupré efectuou ontem o upload de uma nova faixa intitulada  “Move Ya Body” que não demorou muito tempo também a atingir o valor de 98 cêntimos.

Em termos de estilo, o som é característico do R&B/Pop pastilha de elástico: Britney Spears, Christina Aguilera, Gwen Stefani, etc. Enfim, material de qualidade duvidosa, para não ir mais longe. De facto, a única razão que justifica a popularidade dessa música é o escândalo com o governador de Nova Iorque. No entanto, a avaliar pela lista de faixas mais recomendadas através da rede sociall da Amie Street, os utilizadores parecem estar-se nas tintas para os atributos estéticos (ou melhor, a falta de…). E assim funciona o capitalismo na nova era digital. 

O que é triste é que sendo a Amie Street uma loja a pensar nos independentes não pense duas vezes em explorar este epi-fenómeno ao máximo através do envio de comunicados aos bloggers mais influentes.

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