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Smashing Pumpkins preferem gravar singles a álbuns e processam Virgin Publicado 26 Mar 08

Smashing Pumpkins: a música tornou-se apenas um chamariz para os concertos

Os últimos dias têm sido bastante agitados para os lados de Billy Corgan e companhia. Primeiro, surgiram notícias de que a banda entrará dentro em breve em estúdio para gravar novas músicas. Mas ao que tudo indica, estas músicas não verão a luz do dia segundo o formato tradicional de álbum. Segundo o baterista Jimmy Chamberlin adiantou à Spinner, a banda pretende deixar de lançar discos e passar a publicar apenas singles.

Penso que o antigo modelo de negócio está morto e o sector da música não sabe como é que há-de seguir em frente (…) Em muitos aspectos, a música tornou-se apenas um anúncio para a tua digressão. (…) Acho que o que iremos fazer é começar a lançar canções. O formato de disco ou CD coloca demasiados obstáculos à tua obra de arte. As pessoas deixaram de comprar discos. Qualquer pessoa com menos de 24 anos compra apenas canções.

Depois de terem lançado o seu último álbum Zeitgeist, os Smashing Pumpkins terminaram o contrato com a editora Reprise Records - subsidiária da Warner Music. Daí que muitos já especulem que o grupo poderá optar por publicar as suas músicas em moldes semelhantes aos dos Radiohead ou Nine Inch Nails. Numa entrevista à Guitar Center, Billy Corgan deixou em aberto essa possibilidade.

Um sinal de que os Smashing Pumpkins se encontram bastante chateados com o sistema antigo das editoras discográficas convencionais é que a banda instaurou no início desta semana um processo contra outra sua antiga etiqueta, a Virgin Records, acusando-a de ter violado os termos do contrato estabelecido anteriormente entre ambas as partes.

Billy Corgan deve ter mesmo ficado furibundo quando a Virgin utilizou o nome, a imagem e a música dos Pumpkins na promoção Pepsi Stuff em que a Pepsi ofereceu mais de mil milhões de MP3 da loja da Amazon e que foi lançada no início de Fevereiro, por ocasião da Superbowl, a final do campeonato de futebol americano.

De acordo com o que os Smashing Pumpkins afirmaram a um tribunal de Los Angeles, a Virgin comprometeu a integridade artística de uma banda que “se esforçou ao longo de duas décadas para acumular uma quantidade considerável de credibilidade aos olhos do público”. Segundo o grupo, a etiqueta não está autorizada para utilizar o seu catálogo em campanhas promocionais de outras empresas, tendo apenas o direito de comercializar downloads digitais das suas músicas. O processo exige que os Smashing Pumpkins recebam uma indeminização de todas as receitas obtidas pela Virgin com esta promoção.

Polémicas envolvendo antigas editoras, críticas ao modelo de negócios tradicional da indústria discográfica… Será que estamos assistir a uma repetição das cenas que marcaram a cena rock alternativa-independente nos últimos meses? A acompanhar…

Nota: a imagem que acompanha este artigo encontra-se disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a Janesdead.

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