Weedshare: “mesmo a DRM benigna é uma má ideia”

by Miguel Caetano on 16 de Março de 2008

WeedShare

A empresa de P2P legal Weedshare fechou as portas em Junho passado e agora decidiu leiloar os seus activos, incluindo marca (logo e domínios de Internet), quatro servidores Web, dados operacionais e um acordo de partilha de patente com a Microsoft relacionado com uma tecnologia de distribuição de media que permite monitorizar os ficheiros e compensar os vendedores e revendores desses conteúdos.

Era precisamente esta tecnologia que estava na base do funcionamento do seu serviço legal de partilha de ficheiros e é talvez por isso mesmo que a empresa fixou a quantia de 105 mil dólares (67 mil euros) como base de licitação mínima.

O que levou ao fim do Weedshare foi o facto de que os ficheiros distribuídos – no formato WMA – se encontravam protegidos por DRM. Apesar do serviço permitir a livre disponibilização dos ficheiros por toda a Internet – inclusive redes de P2P -, cada música apenas podia ser reproduzida de modo gratuito apenas três vezes. A partir daí, o ouvinte era convidado a pagar uma quantia estabelecida pelo artista – entre 50 cêntimos a quatro dólares.

O resultado foi um autêntico fracasso: 35 mil vendas concretizadas num total de 1,5 milhões de transacções de licenciamento. Na altura do seu fecho, a companhia disse que se sentiu prejudicada quando a Microsoft lançou uma nova versão do Windows Media Player que já não funcionava com os ficheiros WMA comercializados pelo site.

Os responsáveis pela Weedshare não têm dúvidas: “mesmo a DRM benigna é uma má ideia. Para que a partilha de ficheiros autoriza funcione, todas as formas de fricção devem ser eliminadas”. Outro conselho: “Apesar de permanecermos cépticos quanto à possibilidade de sustentar um negócio inteiramente só com recurso à publicidade, acreditamos que a publicidade gera receitas suficientes para cobrir os pagamentos relativos às reproduções grátis de excertos.”

Um possível solução passa por incorporar mecanismos de pagamentos online que sejam fáceis de utilizar nos serviços de música grátis financiada por publicidade de modo a que os fãs possam recompensar os seus músicos favoritos. A esperança da equipa do Weedshare é que o comprador adapte a tecnologia a este ambiente de funcionamento.

(via P2P Blog)

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Investigadores defendem que serviços de P2P legal devem pagar mais aos utilizadores que distribuem conteúdos a outros | Remixtures
12 de Agosto de 2008 ás 20:44

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