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Congestionamento da Rede: a culpa já não é do P2P Publicado 24 Abr 08

O P2P é frequentemente acusado de ser o protocolo de rede que devora grande parte da largura de banda dos fornecedores de acesso à Internet comerciais. Essa foi aliás a justificação dada pela norte-americana Comcast quando se descobriu que este ISP estava a recorrer a técnicas de traffic shaping para limitar a quantidade de largura de banda disponível para os utilizadores de protocolos de redes de partilha de ficheiros como o BitTorrent.

E no entanto os dados fornecidos pelas empresas que comercializam soluções de administração de tráfego de rede aos fornecedores de acesso à Internet têm sido bastante contraditórios quanto a esse aspecto, com umas a dizerem que o tráfego de HTTP relativo a serviços de streaming de vídeo como o YouTube já ultrapassou o de P2P e outras que chegam a conclusões completamente opostas. De toda esta confusão, a única conclusão a que se pode chegar é que é melhor encarar esses “estudos” com algum cepticismo, dado que se tratam de companhias que desenvolvem tecnologias e produtos para os ISPs.

Através do warsystems tive acesso a um artigo do Om Malik no seu GigaOM em que podemos ler alguns números interessantes adiantados por Danny McPherson, director de sistemas de informação da Arbor Networks que vêm ainda mais baralhar as coisas. Segundo McPherson:

  • 20 por cento do tráfego refere-se a aplicações de P2P
  • Durante as horas de pico de tráfego, 70 por cento dos subscritores usam HTTP ao passo que 20 por cento usam P2P.
  • O HTTP ocupa a grande maioria do tráfego total, do qual 45 por cento consiste em conteúdo Web tradicional que inclui texto e imagens. O streaming de conteúdos áudio e vídeo de serviços como o YouTube representam cerca de 50 por cento do tráfego de HTTP.
  • 10 por cento dos subscritores consomem 80 por cento da largura de banda.
  • 0,5 por cento dos subscritores consomem cerca de 40 por cento do total da largura de banda.
  • 80 por cento dos subscritores usam menos de 10 por cento da largura de banda.

Um aspecto que não é referido é que um número cada vez maior de pessoas assiste a vídeos e séries de televisão online a partir da Web com qualidade de imagem de alta definição (HD) em sites legais (Hulu para os americanos) e ilegais (TV-Links e OVGuide). E pelo andar da carruagem, tudo indica que a tendência apenas irá aumentar ao longo dos próximos anos. Na volta daqui a uns anos ainda temos os ISPs a rezar para que os utilizadores voltem a descarregar torrents…

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1 resposta a “Congestionamento da Rede: a culpa já não é do P2P” :

  1. [...] alguns dados que indicam que afinal o P2P já não é tão mau como o pintam. Em Abril passado dei aqui conta de dados divulgados pela Arbor Networks que indicavam que apenas 20 por cento do tráfego se [...]

    Comentário de AT&T regista descida de 20% no tráfego de P2P | Remixtures em 4 Ago 08 15:09.
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