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MP3Tunes pede dinheiro aos utilizadores Publicado 24 Abr 08

Michael Robertson, o empreendedor que criou o MP3.com original e se viu obrigado a fechá-lo devido à pressão exercida pela indústria discográfica está, como se sabe, outra vez a braços com um problema bastante semelhante com o seu serviço MP3Tunes.com, um serviço que funciona como um cacifo virtual de música onde as pessoas podem fazer o upload da sua biblioteca de música e acedê-la em todo o lado a partir de um navegador da Web.

Em Novembro do ano passado a EMI instaurou um processo contra o MP3Tunes por violação dos seus direitos de autor, mas Robertson não pretende desistir tão cedo da luta e de modo a recolher os fundos suficientes para preparar a defesa da empresa acaba de introduzir três novas modalidades de subscrição para clientes que pretendem encher o seu iTunes online com mais de 25 GB de música.

Desta forma, embora o serviço básico continue a ser gratuito (financiado por publicidade), quem quiser 50 GB de espaço poderá pagar 39,95 dólares por ano. Para os mais exigentes, existe ainda uma modalidade de 100 GB que custa 79,95 dólares ao ano e outra de 200 GB com um preço de 200 GB.

Numa carta enviada recentemente aos utilizadores do serviço, Robertson apela a que estes façam o upgrade das suas contas de modo a que a empresa sobreviva. O empreendedor salienta que a MP3Tunes é uma empresa pequena com um quadro de apenas 15 funcionários que se encontra a combater um gigante internacional e que apenas pretende constituir um serviço pessoal e seguro de música para o qual os legítimos proprietários de CDs e downloads do iTunes e da Amazon possam fazer uma cópia para uso privado e legal dessas faixas.

Embora cada cacifo virtual possa apenas ser acedido mediante a introdução do nome de utilizador e da palavra-passe adequada, a EMI acha mesmo assim que existe a possibilidade de outras pessoas terem acesso a esses ficheiros online. O esforço de Robertson no sentido de combater mais um vez com as majors é louvável, mas já sabemos como é que a história terminou da primeira vez. Uma coisa é espalhar a mensagem a favor do direito à cópia privada, outra muito diferente é meter dinheiro num serviço que tem grandes hipóteses de vir a desaparecer a curto prazo. Ainda para mais quando se trata de uma funcionalidade que qualquer utilizador com um disco rígido abastado e acesso ubíquo à rede pode implementar por si próprio.

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1 resposta a “MP3Tunes pede dinheiro aos utilizadores” :

  1. [...] obstante os problemas financeiros que afectaram o MP3tunes em consequência do processo judicial instaurado em Novembro do ano [...]

    Comentário de MP3tunes aposta nas playlists de recomendação de música | Remixtures em 29 Jul 08 18:31.
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