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Receitas de música digital crescem 185% no Brasil Publicado 3 Abr 08

ABPD

Quem diria que no Brasil, o país do tecnobrega e onde charlatães vendem CDs com MP3 da discografia completa dos Beatles, os fãs de música estariam dispostos a pagar pela música em formato digital? Eu sei, estou a exagerar. Até porque, tal como nós, portugueses, os brasileiros gostam de pagar por ringtones e outros toques para telemóveis.

O que é certo é que no ano passado as receitas geradas com a venda de música digital (downloads+toques) cresceram 185 por cento no Brasil, tendo-se situado nos 24,2 milhões de reais (quase nove milhões de euros) em 2007. Em contrapartida, as receitas obtidas com os formatos físicos tradicionais como os CDs e os DVDs desceram 31,2 por cento e as vendas desceram 17,2 por cento em termos de unidades.

A informação consta do relatório de 2007 da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD, semelhante à Associação Fonográfica Portuguesa) que ainda não foi disponibilizado no seu site. A única coisa que podemos consultar é um comunicado que mistura informação do relatório da IFPI e que acaba por ser uma grande salganhada. Eu fiquei a saber desses dados com a peça do Guilherme Felitti no IDG Now!  e um post do Bruno Nogueira no Pop up!.  Mas também, não podemos criticar muito já que é a “primeira vez a ABPD divulga estatísticas oficiais sobre o mercado de música digital no País.”

Segundo a ABPD, se em 2006 as vendas digitais representaram apenas dois por cento do total do mercado brasileiro de música no ano passado essa percentagem subiu para oito por cento.  Esse crescimento não parece ser insignificante mas se formos a ver bem os números verificamos que apesar das vendas online terem aumentado vertiginosamente (1619%), tendo subido de 334 mil reais (123 mil euros) em 2006 para 5,7 milhões de reais (2,1 milhões de reais) em 2007, a verdade é que boa parte (76%) dessas “vendas digitais” continua a dizer respeito aos ringtones.

Na verdade, os toques para telemóveis/celulares continuam a ser uma autêntica “mina de ouro” para as companhias discográficas. No ano passado, as receitas cresceram 127% em comparação com 2006, tendo-se situado nos 18,5 milhões de reais (pouco menos que sete milhões de euros).

Um sinal dos tempos é que a ABPD mencionou também a importância da diversificação das receitas como licenciamento para televisão e filmes e merchandising. O que eu gostaria realmente de saber era qual a proporção entre downloads legais e ilegais de acordo comas estimativas mais recentes da ABPD e isso eu não vi em nenhum lado. É muito bonito falar no crescimento das vendas digitais legais mas sem sabermos se esse crescimento acompanhou ou não uma subida nos descarregamentos via P2P e HTTP não temos noção da real dimensão desse crescimento.

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Algumas respostas a “Receitas de música digital crescem 185% no Brasil” :

  1. [...] Receitas de música digital crescem 185% no Brasil [...]

    Comentário de Mercado português de música em queda livre | Remixtures em 4 Abr 08 10:33.
  2. eu diria que o tecnobrega não acontece exatamente no Brasil, cuja qualidade musical é reconhecida mundialmente e se supera a cada ano.
    os comentários desse site, que é até bem interessante, deveriam partir de profissionais melhor munidos de informação e conhecimento.

    Comentário de mari em 4 Abr 08 18:02.
  3. Mari,

    a que site é que você se refere, ao Remixtures? Se sim, porque acha que falta mais informação e conhecimento da minha parte? Já agora, o Tecnobrega não é brasileiro?

    Comentário de Miguel Caetano em 6 Abr 08 16:24.
  4. tecnobrega é uma modalidade musical antiga em Purtugal…kkkkk…alguém ja ouviu um tal de toy?anjos?florisbela purtuguesa?kkkkk,nao,ela nao é bigoduda…kkkk,a música púrtugaysa é tão tecnobrega que ja existia muito antes da tecnologia digital,kkkk, viva purtugalo!

    Comentário de ramirez em 21 Abr 08 22:44.
  5. [...] no ano passado foi também o mercado onde a descida das vendas foi mais funda (25%). Isto apesar da apregoada subida de 185 por cento das receitas de música digital, de acordo com os dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD). Das duas uma: [...]

    Comentário de IFPI confirma descida do mercado global discográfico | Remixtures em 17 Mai 08 12:33.
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