This page has been designed specifically for the printed screen. It may look different than the page you were viewing on the web.
Please recycle it when you're done reading.

The URI for this page is { http://remixtures.com }

SwarmTeams: os fãs são o enxame Publicado 17 Abr 08

SwarmTeams - Transformando Audiências em Comunidades

Já estive para escrever anteriormente sobre a Swarmteams, uma empresa sediada em Belfast, na Irlanda do Norte, que desenvolveu uma ferramenta de messaging online e móvel que funciona via SMS, email ou instant messaging e que permite estabelecer uma comunicação directa, imediata e permanente entre bandas/artistas e os seus fãs.

Na altura, fiquei impressionado com as potencialidades da aplicação, nomeadamente no campo da música enquanto ferramenta de constituição de comunidades e de passa-a-palavra sobre novas datas de concertos, lançamentos exclusivos, ofertas e comercialização de merchandising. Mas isso foi antes de ter começado a utilizar o Twitter.

A verdade é que as semelhanças entre as duas plataformas são muitas. Ambas funcionam online e via telemóvel. Ambas facilitam a criação instantânea de canais de comunicação de muitos-para-muitos. Mas existem certos aspectos no modelo de funcionamento da tecnologia da Swarmteams que me seduzem particularmente, em especial a capacidade de através da formação inicial de uma comunidade delegar a um grupo selecto de fãs - designados de alpha fans - a tarefa de mobilizar os outros fãs e se possível levá-los a criar novas subcomunidades. Esses outros fãs podem por sua vez criar subsubcomunidades e assim sucessivamente.

Enxame de abelhas

Se entendermos como Bob Lefsetz que a música é uma forma de religião, poderíamos mesmo dizer que o Swarmteams permite criar uma rede escalável de “dioceses” e “paróquias”. É claro que neste caso o modelo de arquitectura é totalmente bidireccional e aberto, o que como todos sabemos não acontece com a Igreja Católica.

Outra vantagem do Swarmteams é que ele pode ser utilizado como canal de vendas de bilhetes de concertos, discos, camisolas, bonés, etc. Como se isso não bastasse, a empresa disponibiliza uma série de ferramentas que permitem obter um grau de controlo muito maior do que o Twitter como o Swarm Analysis & Reporting (métricas e gráficos que permitem tirar a radiografia da nossa rede) e o Swarm Campaign Monitor (para planear campanhas virais mais eficazes tendo em conta o rácio mais apropriado entre número de utilizadores a atingir e número de mensagens previstos).

A filosofia por detrás da SwarmTeams é da responsabilidade de Ken Thompson. Este programador transformado em empreendedor inspirou-se em metáforas biológicas relativas ao comportamento das abelhas em enxames, das formigas em formigueiros e dos gansos para dar corpo à tecnologia de organização colectiva da SwarmTeams. Outra influência foi o conceito de Smart Mobs aprofundado por Howard Rheingold no livro com o mesmo nome e que mais tarde veio a dar origem às famosas Flash Mobs, sobre as quais eu já escrevi muito há umas centenas de eras da Internet atrás. Só que neste caso, trata-se de aplicar estes conceitos ao campo do marketing segundo uma óptica de marketing permissivo: só recebe mensagens promocionais quem der autorização expressa para tal.

SwarmTribe dos The Clocks

A primeira vez que li algo sobre a Swarmteams foi no Net, Blogs and Rock’n'Roll - o blog e não o livro de David Jennings. Ontem fiquei a saber (novamente) através dele que a SwarmTeams tem em mãos um projecto-piloto apoiado pelo NESTA, um fundo de apoio britânico para a inovação designado SwarmTribes, no âmbito do qual um número limitado de bandas originárias do Reino Unido terá a possibilidade de usar sem quaisquer custos adicionais a aplicação ao longo deste ano. Quem quiser experimentar, pode-se inscrever aqui como Alpha swarmer da banda The Clocks. O fã apenas terá que pagar a tarifa normal cobrada pelo seu operador por cada SMS que enviar ao seu enxame. O que eu gostava mesmo de saber é se, na perspectiva de uma banda, a tecnologia da SwarmTeams vale mesmo a pena em comparação com outras plataformas de comunicação viral como o Twitter, o Pownce e o Jaiku.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC 2.0 e pertence a runnerwill1448.

Artigos relacionados:

Trackback URL
Deixe a sua opinião sobre este artigo: